O Pauta Diária noticiou no início da manhã desta terça-feira (7), que “Quatro são presos em Operação contra corrupção e desvio milionário em Prefeitura de Bonito”. Mas, o anuncio foi sobre a ação com objetivos, números e montante de investigação do MPMS (Ministério Público de MS), que não havia fornecido nomes. Agora, saiu que o Secretário de Finanças e responsáveis por contratos e licitações da gestão de Josmail Rodrigues, ex-PSDB, que se filiou no último sábado no PL.
A ação do MPMS, foi pela ‘Operação Águas Turvas”, que investiga esquema de corrupção e fraude em licitações na Prefeitura de Bonito, que já chegariam a R$ 5 milhões. Os crimes ocorreriam a quatro anos, desde a primeira gestão de Josmail Rodrigues. Ele aumenta a lista ante como o Pauta Diária noticiou a cinco dias, que “Gaeco investiga corrupção em pelo menos 11 prefeituras de MS só em 2025”.
A Operação prendeu o titular do ‘dinheiro’ público em Bonito, secretário Edilberto Cruz Gonçalves, pego pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), que cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos Municípios de Campo Grande, Bonito, Terenos, em MS, e, em Curitiba (PR).
O Gecoc ratificou que entre os presos está o secretário Cruz, já preso em ocasião de cunho privado. Bem como o arquiteto e urbanista, Carlos Henrique Sanches Corrêa, 45, anos, e Luciene Cintia Pazette. Eles foram presos e encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil da cidade, conforme comunicado feito pelo promotor Adriano Lobo Viana de Resende, coordenador do GECOC.
A reportagem entrou em contato com Josmail, mas ele disse que só vai se pronunciar depois. Ele não quis comentar a prisão do secretário e chefes da gestão dele.
O caso – quadrilha nas licitações
O Gecoc constatou uma organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos.
A ação do MPE-MS aponta que “A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021. São inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso”, destacou.
“O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida a constantes recebimentos de vantagens indevidas. O valor dos contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86”, informou.
Nome operação
“Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculado pela atuação ilícita dos investigados.
Preso por embriaguez
Em abril do ano passado, Edilberto Cruz Gonçalves foi preso por embriaguez ao volante e desacato. Ele então foi detido após ser abordado pela polícia com o veículo próximo à rotatória de um balneário do Município.
Segundo boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez e passou a desacatar os policiais, dizendo que compraram uma briga com ele.
O secretário de finanças se recusou a fazer o bafômetro, mas confessou aos policiais que havia bebido muito. Ele foi detido pela polícia, mas saiu no domingo, com pagamento da fiança de R$ 4,2 mi.























