33º feminicídio

Feminicídio em Jardim: A crise da violência contra a mulher e a falta de ações eficientes por parte do Governo Riedel

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Na noite de 4 de novembro de 2025, Aline Silva, de 26 anos, foi brutalmente assassinada a facadas na frente de sua filha e sua mãe, em um crime de feminicídio que abalou a cidade de Jardim, no interior de Mato Grosso do Sul. Esse é o 33º feminicídio registrado no estado em 2025, e a cada novo caso, o clamor por uma solução eficaz para o problema da violência contra a mulher só aumenta.

Aline, que havia recusado um possível relacionamento com o suspeito, foi surpreendida em sua casa, onde o agressor forçou a porta e a arrastou para o lado de fora, desferindo mais de seis facadas, na frente de sua filha e mãe. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser socorrida. O autor do crime, que tem passagens pela polícia, incluindo tráfico de drogas, fugiu para uma área de mata nas proximidades, e até o momento ainda não foi localizado.

Esse assassinato é mais uma triste estatística que reforça a escalada de violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul, um estado que já registrou uma série de casos de feminicídios neste ano. A última vítima foi Luana Cristina Ferreira Alves, de 32 anos, assassinada a facadas em Campo Grande no final de outubro. A violência contra as mulheres no estado tem crescido a passos largos, e a sociedade está cada vez mais exigente quanto às ações do poder público para combater esse flagelo.

A Falta de Segurança e a Inércia do Governo de Eduardo Riedel

O assassinato de Aline Silva não é um caso isolado. A cada novo feminicídio, as denúncias contra a falta de segurança pública e de políticas efetivas de proteção às mulheres se intensificam. Em vez de políticas públicas integradas que garantam a prevenção da violência e a proteção das vítimas, o governo de Eduardo Riedel tem falhado em oferecer respostas à altura. O aparato de segurança, embora presente, tem mostrado dificuldades em dar conta de um aumento tão alarmante da violência.

Apesar de existirem estruturas como a Casa da Mulher Brasileira, que oferecem apoio jurídico, psicológico e serviços de acolhimento, a violência contra a mulher continua a crescer em Mato Grosso do Sul. A política pública, em sua maioria, ainda é reativa, em vez de preventiva, e falta articulação entre as diversas forças de segurança para garantir que casos como o de Aline Silva não se repitam. O fato de o autor do crime ter fugido e ainda não ter sido localizado ilustra a falência do sistema de segurança pública que, apesar de estar ciente do risco iminente representado pelo suspeito – que já tinha tornozeleira eletrônica – não conseguiu evitar o crime.

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Além disso, é necessário destacar a escassez de ações preventivas concretas. O governo de Eduardo Riedel ainda não implementou medidas robustas que efetivamente garantam a segurança das mulheres e a erradicação do feminicídio. Programas de educação, apoio à conscientização e enfrentamento da cultura machista não estão sendo suficientemente promovidos, e o aparato de segurança continua falhando em acompanhar a urgência da questão.

Lista de feminicídios em MS em 2025:

  • Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro;
  • Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro;
  • Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro;
  • Mirielle dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro;
  • Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro;
  • Gisele Cristina Oliskowiski (Campo Grande) – 1º de março;
  • Alessandra da Silva Arruda (Nioaque) – 29 de março;
  • Ivone Barbosa (Sidrolândia) – 17 abril;
  • Thácia Paula (Cassilândia) – 11 de maio;
  • Simone da Silva (Itaquiraí) – 14 de maio;
  • Olizandra Vera Cano (Coronel Sapucaí) – 23 de maio;
  • Graciane de Sousa Silva (Angélica) – 25 de maio;
  • Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio;
  • Sophie Eugenia Borges, filha de Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio;
  • Eliana Guanes (Corumbá) – 6 de junho;
  • Doralice da Silva (Maracaju) – 20 de junho;
  • Rose (Costa Rica) – 27 de junho;
  • Michely Rios Midon Orue (Glória de Dourados) – 3 de julho;
  • Juliete Vieira – (Naviraí) – 25 de julho;
  • Cinira de Brito (Ribas do Rio Pardo) – 31 de julho;
  • Salvadora Pereira (Corumbá) – 2 de agosto;
  • Letícia Ananias de Jesus (Cassilândia) – 8 de agosto;
  • Dahiana Ferreira Bobadilla (Assassinada no Paraguai, mas encontrada em Bela Vista) — 8 de agosto;
  • Érica Regina Mota (Bataguassu) – 27 de agosto;
  • Dayane Garcia (Nova Alvorada do Sul) – 3 de setembro;
  • Iracema Rosa da Silva (Dois Irmãos do Buriti) – 8 de setembro;
  • Ana Taniely Gonzaga de Lima – 13 de setembro;
  • Gisele da Silva Cylis Saochine (Campo Grande) – 2 de outubro;
  • Erivelte Barbosa Lima de Souza (Paranaíba) – 10 de outubro;
  • Andrea Ferreira (Bandeirantes) – 12 de outubro;
  • Solene Aparecida Corrêa (Três Lagoas) – 21 de outubro;
  • Luana Cristina Ferreira Alves (Campo Grande) – 28 de outubro;
  • Aline Silva (Jardim) – 4 de novembro.
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O Clamor por Mudanças Urgentes

O ciclo de violência contra a mulher no estado não pode continuar a ser tratado com indiferença. É urgente que as autoridades, especialmente o governador Eduardo Riedel, tomem medidas mais eficazes no combate ao feminicídio e à violência doméstica. O caso de Aline Silva é um reflexo da omissão e da falta de preparo do sistema de segurança pública, que muitas vezes não age a tempo para proteger as vítimas.

Além disso, é preciso que as vítimas, como a mãe e a filha de Aline, recebam o apoio adequado em momentos de dor e trauma. A falta de uma rede de acolhimento mais efetiva, tanto emocional quanto jurídica, contribui para o agravamento da situação, e o governo de Riedel precisa dar uma resposta mais concreta a essa demanda.

Enquanto a luta pela segurança e pelo respeito aos direitos das mulheres segue, a sociedade exige mais ação, mais recursos e, acima de tudo, mais comprometimento por parte do poder público para garantir que casos como o de Aline Silva não voltem a ocorrer.

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