Distrito Federal

PL-DF afunda em crise silenciosa e pode desaparecer na Câmara em 2026

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O Partido Liberal no Distrito Federal vive um processo acelerado de esvaziamento político que pode culminar em um desempenho irrelevante — ou até na ausência de representação  na Câmara dos Deputados a partir de 2026. Sem estratégia eleitoral clara, com disputas internas mal resolvidas e carência de lideranças capazes de sustentar votações expressivas, a sigla entrou em uma rota de autodestruição silenciosa.

O principal sinal de alerta atende pelo nome de Bia Kicis. Atual deputada federal e maior puxadora de votos do partido no DF, ela admite disputar o Senado em 2026. Caso confirme a saída da chapa proporcional, o PL perde sua principal âncora eleitoral. Sem um nome de peso para substituir esse protagonismo, o partido corre o risco de não atingir o quociente eleitoral necessário para manter cadeiras na Câmara.

A tentativa de apresentar Thiago Manzoni como alternativa para a disputa federal não empolga. Nos bastidores, a avaliação é de que o próprio parlamentar não demonstra disposição para trocar uma reeleição considerada segura por uma candidatura de alto risco em um partido fragilizado e sem musculatura eleitoral.

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Outro nome que evidencia a crise é Alberto Fraga. Isolado politicamente, o ex-deputado não demonstra força suficiente para se sustentar eleitoralmente sozinho. Sem Bia Kicis na chapa, sua viabilidade despenca. A aproximação com José Roberto Arruda, vista por aliados como uma tentativa de sobrevivência, soa mais como gesto de desespero do que como estratégia consistente de reconstrução partidária.

Já o senador Izalci Lucas enfrenta desgaste interno e perda de espaço político. As promessas de disputar o Governo do Distrito Federal ou buscar a reeleição ao Senado não se concretizaram, e cresce a percepção de que sua permanência no PL é apenas uma questão de tempo. A tendência, segundo interlocutores, é o abandono da sigla em busca de um ambiente político mais estável.

O impacto desse cenário vai além das urnas. Menos deputados significam redução drástica no fundo partidário, perda de tempo de televisão, enfraquecimento nas negociações nacionais e diminuição do poder político local. No comando nacional do partido, Valdemar Costa Neto já sente a pressão diante da possibilidade de o PL-DF se tornar um passivo eleitoral.

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O caso do PL no Distrito Federal se consolida como um exemplo clássico de como a falta de organização, planejamento e renovação política cobra seu preço. E, ao que tudo indica, a fatura pode ser cobrada já em 2026 — com juros altos.

 

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