Os vigilantes do Distrito Federal aprovaram por unanimidade um indicativo de greve geral por tempo indeterminado durante Assembleia Geral realizada na última quarta-feira (10). A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo sindicato patronal, que prevê reajuste salarial de 3,9% sem pagamento retroativo referente à data-base de janeiro de 2026.
Caso não haja avanço nas negociações, a paralisação deverá começar no próximo dia 23 de junho, afetando profissionais responsáveis pela segurança de órgãos públicos, instituições financeiras, empresas privadas e diversos estabelecimentos em todo o Distrito Federal.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), a proposta apresentada pelos empregadores foi considerada insuficiente diante das perdas acumuladas pela categoria. Os trabalhadores reivindicam um reajuste superior ao índice ofertado, além da aplicação retroativa do aumento à data-base da convenção coletiva.
Categoria cobra valorização
Durante a assembleia, dirigentes sindicais destacaram que os vigilantes desempenham papel fundamental na proteção do patrimônio público e privado, além de atuarem diretamente na segurança da população. Para a entidade, a proposta patronal ignora a importância da categoria e não acompanha o aumento do custo de vida registrado nos últimos meses.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a recomposição salarial, a preservação dos direitos já conquistados em acordos anteriores e melhores condições de trabalho.
O deputado distrital Chico Vigilante manifestou apoio ao movimento e afirmou que a mobilização busca garantir dignidade e reconhecimento aos profissionais da segurança privada.
Negociação continua
Apesar da aprovação da greve, o sindicato afirma que ainda aposta no diálogo para evitar a paralisação. Uma nova rodada de negociação entre representantes dos trabalhadores e das empresas está prevista para o próximo dia 15 de junho.
A expectativa da categoria é que os empregadores apresentem uma proposta mais próxima das reivindicações dos vigilantes. Caso não haja acordo, o movimento poderá ser deflagrado a partir do dia 23, com mobilizações e novas assembleias para definir os próximos passos da campanha salarial.
A possível greve preocupa setores públicos e privados do Distrito Federal, já que os vigilantes atuam em serviços considerados estratégicos para o funcionamento de instituições e empresas, o que pode ampliar os impactos da paralisação caso as negociações não avancem nos próximos dias.




















