SAÚDE

Gestão Marçal Filho é criticada por demora em agir diante do avanço da chikungunya em Dourados

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Ex-subsecretário aponta “estado de estagnação” e diz que medidas só foram tomadas após pressão; município já soma mortes e mais de mil casos da doença

A gestão do prefeito Marçal Filho (PSDB) voltou a ser alvo de críticas após relatos de demora na adoção de medidas para conter o avanço da chikungunya em Dourados. Segundo o ex-subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, a administração municipal permaneceu em “estado de estagnação” mesmo após a confirmação das primeiras mortes pela doença.

De acordo com ele, no início de março, quando o município já enfrentava o agravamento do cenário sanitário, não havia sequer um projeto de ação coletiva estruturado para frear o avanço do vírus. “A situação era de estagnação”, afirmou, destacando que a resposta só ocorreu após cobrança direta de autoridades da saúde estadual.

Conforme o relato, a mudança de postura aconteceu apenas depois de um “puxão de orelha” da Secretaria de Estado de Saúde. Após a confirmação do segundo óbito, foi realizada uma reunião considerada “muito dura”, que resultou no início de um arrastão de ações somente dias depois. Para críticos da gestão, o atraso comprometeu o controle da doença e contribuiu para o aumento dos casos.

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Atualmente, Dourados registra 1.259 casos confirmados de chikungunya em 2026 e cinco mortes, números que colocam o município como epicentro da doença no Estado. ⚠️ Especialistas apontam que medidas preventivas, como limpeza urbana e eliminação de criadouros, deveriam ter sido intensificadas logo nos primeiros sinais de aumento dos casos.

A falta de resposta rápida também foi evidenciada durante a visita do ministro dos Povos Indígenas, que anunciou investimentos para melhorar o abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A iniciativa federal ocorreu em meio à crise sanitária e incluiu cobrança direta ao município para execução de recursos já liberados para limpeza urbana e retirada de resíduos — ações consideradas essenciais no combate ao mosquito transmissor.

Embora o ministro tenha evitado apontar culpados, reforçou a necessidade de medidas urgentes e melhor gestão dos serviços básicos. A cobrança reforça a percepção de que a administração municipal demorou a agir diante de um cenário que já se desenhava crítico.

Para analistas políticos e lideranças locais, a sequência de acontecimentos evidencia falhas na capacidade de resposta da gestão Marçal Filho, que teria adotado ações apenas após pressão externa, quando o surto já estava em expansão. A situação levanta questionamentos sobre planejamento, prevenção e eficiência administrativa diante de emergências em saúde pública.

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Enquanto isso, moradores seguem convivendo com os impactos do surto e cobram medidas mais rápidas e eficazes para evitar novos casos e mortes.

Com informações site Midiamax

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