cada vez pior

Sem fiscalização e exigências da Prefeitura caos fica pior com ‘busão’ caindo em cima de passageiros em Campo Grande

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O ‘busão’ em Campo Grande, serviço de transporte coletivo, está cada vez pior, podendo até ser perigo ao usuário, por acidentes de transito, já ocorridos, ou lesão por veículos sem manutenção, como ocorreu nesta quarta-feira (3), com queda de janela em cima de passageira.

A caminho do trabalho, a atendente de restaurante, Sarah Helena Oliveira, na linha 110-Parque do Sol, sofreu mais ainda o caos e a situação, que reflete a falta de fiscalização da prefeitura, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sem fim na Câmara de Vereadores e que deve não surtir efeito, mostra e agrava o caos que enfrenta o Campo-grande ante anos de concessão, sem exigências e quase eterna, do Consorcio Guaicurus.

“Fazendo a curva, o ônibus balança e vira mais, e deu a janela caindo em cima de mim e estourou o vidro todo no meu corpo”, relata a passageira.

A concessão do grupo, que já estava em partes, a anos na Capital, foi renovada por outros 30 anos, no fim de 2012, à revelia de avaliações já negativas e ao fim do mandato do então prefeito Nelsinho Trad. E após, as gestões, como a atual de Adriane Lopes, não sequer fiscaliza serviços e contrato que poderia ser exigido ser cumprido para resguardar, um pouco, o usuário.

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Todo o acidente

A caminho do trabalho, Sarah Helena Oliveira, poderia ter se ferido gravemente no ônibus, na manhã de ontem, com vidro grosso caindo e passando em todo no seu corpo, devido aos sucateados veículos no município, que são mais velhos ante frotas no País. A média de uso, é de 6,5 anos no Brasil, já o Consórcio Guaicurus, mantém quase 100 ônibus com mais de 10 anos circulando em plena Capital de um Estado.

Sarah Helena não teve cortes, nem precisou de atendimento médico, ficando apenas com alguns arranhões. No entanto, a atendente afirma que o motorista do veículo não teria prestado socorro. “Ficou muito caco preso em mim, dentro da roupa, tudo. Mas, o motorista nem parou para prestar apoio”, lamenta.

O pai de Sarah, Ivonilson Oliveira, compartilhou sua indignação enviada a imprensa local. “Simplesmente despencou um vidro nela e o mais absurdo é que ninguém, sequer, perguntou como ela estava. Nem o motorista, nem um fiscal. Ela poderia ter cortado a cabeça, precisou trocar de roupa porque estava cheia de cacos de vidro”.

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Mas, ônibus continuou sem janela?

Ivonilson mencionou também, que teria ido até o terminal Aero Rancho, destino final da linha 110, para pedir esclarecimentos à equipe do Consórcio Guaicurus. Mas, sem posicionamento, ainda viu que o descaso e caos continua para outros passageiros.

“Você acredita que o ônibus está circulando sem o vidro? Eu vi ele passando, com o vidro quebrado, justo na hora que estava conversando com o fiscal”, afirmou o pai da primeira vitima.

“Que absurdo, é um descaso, a gente fica indignado. Pelo menos, deviam ter perguntado para minha filha se ela estava bem. Ninguém viaja de graça, a passagem é cobrada e minha filha pagou. Então, não é um favor, não é carona”, desabafa Ivonilson Oliveira.

Atualmente, a passagem custa R$ 4,75 aos usuários e a tarifa técnica, cobrada à Prefeitura, é de R$ 5,95. No entanto, o Consórcio Guaicurus, quer subir o valor técnico para R$ 7,79, conforme pedido feito à Justiça.

A Prefeitura de Campo Grande recorreu da decisão, que determina 15 dias para o aumento.

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