O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decidiu, nesta quinta-feira (23), rejeitar o pedido da defesa da governadora Celina Leão para suspender o andamento da Operação Drácon e determinou o envio do processo ao Conselho Especial da Corte. Com isso, o caso passa a ser analisado por um colegiado de desembargadores.
A decisão mantém a ação em curso e eleva o risco jurídico para a governadora. Ao chegar ao Conselho Especial, o processo entra em uma fase mais sensível, marcada por maior peso nas decisões e menor possibilidade de reversões individuais.
A investigação apura um suposto esquema de pagamento de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares para a compra de leitos de UTI entre 2015 e 2016. À época, Celina ocupava posição de destaque na Câmara Legislativa do Distrito Federal e está entre os nomes citados no processo.
O avanço do julgamento abre caminho para um cenário mais grave. Em caso de eventual condenação por órgão colegiado, podem ser aplicados os efeitos da Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade de condenados nessa instância. Na prática, isso poderia impedir a governadora de disputar futuras eleições.
Além das implicações legais, o caso tende a gerar impacto político. Processos em fase colegiada costumam aumentar a pressão sobre aliados, dificultar articulações e ampliar o desgaste público, especialmente diante da possibilidade concreta de inelegibilidade.
Embora o julgamento não represente o desfecho do caso, a nova etapa marca uma mudança de patamar no processo, aproximando uma decisão com potencial de influenciar diretamente o futuro político de Celina Leão no Distrito Federal.
Com informações do Diário de Ceilândia





















