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Desistências enfraquecem chances eleitorais e podem implodir a chapa de candidaturas tucanas à Câmara dos Deputados

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O ex-prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB), já é carta fora do baralho para o jogo eleitoral de outubro. Ele confirmou sua desistência de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Assim, os cardeais da legenda estão perdendo o sono diante da possibilidade, cada vez maior, de sofrerem um terrível esvaziamento, pior até que as perdas causadas pela migração do ex-governador Reinaldo Azambuja para o PL e pelas mudanças da janela partidária.

Krug é uma das mais vigorosas lideranças da região, desde 1999, quando foi prefeito de Chapadão do Sul pela primeira vez. Reeleito em 2002, voltou a disputar e vencer em 2016 e 2020. Quatro mandatos e uma base sólida não o convenceram a manter a pré-candidatura. Ele se justificou afirmando ter desistido por razões particulares. Saiu de cena sem sugerir alguém para substituí-lo e nem contou a quem vai apoiar.

A bolha tucana estava praticamente consolidada para entrar forte e confiante na disputa pela Câmara dos Deputados. Mas começou a perder oxigênio antes da renúncia de Krug. Em Ponta Porã, outro nome regional expressivo na chapa proporcional do PSDB é o da primeira-dama, Paula Consaler Campos. Esposa do prefeito Eduardo Campos, ela chefiava a Secretaria de Governo e Comunicação. Pediu exoneração para cuidar da pré-candidatura a deputada federal, contudo recuou e foi renomeada na Pasta.

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MAIS RENÚNCIAS – Outros desfalques devem aprofundar o abalo nos ânimos do PSDB nos próximos dias. A perda de confiança no êxito da candidatura e outras razões políticas, partidárias ou até financeiras são especuladas entre as possíveis causas. De qualquer forma, só as ausências de Paula e Krug – dois pesos-pesados na guerra das urnas – estão deixando intrigados e de sobreaviso os demais coreligionários, sobretudo quem perfilava nesta que seria a chapa dos sonhos do tucanato sulmatogrossense.

A lista de pré-candidaturas que ainda resiste inclui a ex-deputada federal e atualmente vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa; o vereador campograndense Professor Juari; a ex-secretária estadual de Cidadania; Viviane Luiza; e a presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Liandra da Saúde – esta, inclusive, já teria recolhido o flap e adiado a tentativa de voo para outra ocasião..

Os tucanos deixaram de ser a principal e maior vencedora das forças partidárias nas eleições de Mato Grosso do Sul desde 2014. Apesar de diminuir de tamanho, de força política e de competitividade eleitoral depois da desfiliação de Reinaldo Azambuja, os remanescentes tentam dar uma sobrevida ao PSDB, sonhando surpreender nas eleições de outubro, elegendo principalmente deputados federais e estaduais.

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O sonho está perdendo sua vitalidade inicial, com o início de esvaziamento da chapa de candiduras à Câmara dos Deputados. Afinal, sem nomes como os de Paul, Krug e outras lideranças regionais de peso diferenciado, torna-se quase impossível, aos que ficam, conquistar nas urnas uma votação que garanta vaga direta ou por meio do quociente eleitoral.

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