Corrupção

TJMS mantém tornozeleira eletrônica para prefeito afastado de Terenos investigado por corrupção

publicidade

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve as medidas cautelares impostas ao prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), que continuará usando tornozeleira eletrônica enquanto responOde às investigações por corrupção. O gestor está afastado do cargo há mais de oito meses.

Budke chegou a ser preso durante a Operação Spotless, mas foi solto após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mesmo assim, o TJMS determinou a manutenção de medidas alternativas à prisão, incluindo o monitoramento eletrônico. O pedido de habeas corpus foi negado pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, relator do caso.

Enquanto isso, a Câmara Municipal de Terenos ainda analisa a denúncia encaminhada pelo Tribunal de Justiça. Após três prorrogações no prazo de avaliação, os vereadores devem decidir se adotam alguma medida política ou administrativa em relação ao prefeito afastado.

Operação Spotless revelou esquema milionário na Prefeitura

A Operação Spotless foi deflagrada em 9 de setembro de 2025 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), após investigação sobre um suposto esquema de corrupção instalado na Prefeitura de Terenos.

Leia Também:  CLDF realiza nesta terça (12/05) sabatina para aprovar Eliane Souza de Abreu na presidência do Iges-DF

Na ocasião, foram cumpridos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). Segundo o Ministério Público, Henrique Budke é apontado como líder da organização criminosa.

As investigações indicaram que servidores públicos fraudavam processos licitatórios para favorecer empresas previamente escolhidas. Os editais eram elaborados sob medida para direcionar contratos, simulando concorrência legal.

Somente no último ano investigado, as fraudes teriam ultrapassado R$ 15 milhões. O esquema também envolveria pagamento de propina a agentes públicos responsáveis por atestar falsamente serviços e acelerar pagamentos de contratos.

A Operação Spotless teve origem em provas obtidas durante a Operação Velatus, realizada em agosto de 2024. Conforme o Ministério Público, as investigações confirmaram que Budke comandava o esquema dentro da administração municipal.

O nome da operação faz referência à necessidade de que os processos de contratação pública ocorram “sem manchas”, em alusão à transparência e legalidade que deveriam nortear as licitações.

MP denunciou prefeito e mais 25 envolvidos

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou Henrique Budke e outras 25 pessoas por participação no suposto esquema de corrupção.

Leia Também:  Com termo aditivo, reforma de escola do Estado passa a custar R$ 10 milhões

Segundo a denúncia, empresas se revezavam em licitações de obras públicas previamente direcionadas, garantindo vantagens ao grupo investigado. O esquema também envolveria pagamento de propina ao prefeito afastado e a outros agentes públicos.

“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide