Celina Leão reconhece falhas na saúde pública do DF após mortes de gestantes no Hospital de Samambaia

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A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, reconheceu publicamente que a rede pública de saúde enfrenta problemas estruturais e admitiu a necessidade de melhorias no atendimento à população. A declaração foi feita em meio à repercussão das mortes de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), casos que desencadearam investigações e aumentaram a pressão por mudanças na gestão da saúde. 

Ao comentar o episódio, Celina afirmou que o governo está trabalhando para aperfeiçoar os serviços prestados e reconheceu que a rede apresenta deficiências que precisam ser enfrentadas. 

A manifestação ocorre em um momento de forte cobrança sobre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, especialmente após denúncias de possíveis falhas no atendimento obstétrico da unidade. 

As mortes de Maria Graciana Andrade Alves e Maria Aparecida Galdino dos Santos, registradas em um intervalo de quatro dias, levaram a Secretaria de Saúde a instaurar investigações internas para apurar as circunstâncias dos atendimentos. As famílias das vítimas alegam que ambas solicitaram a realização de cesariana, mas os pedidos teriam sido recusados durante a condução do trabalho de parto. 

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Além da apuração dos casos, veio à tona outro problema considerado estrutural: a falta de integração entre os sistemas utilizados nas Unidades Básicas de Saúde e nos hospitais da rede pública, o que dificulta o acesso dos médicos ao histórico do pré-natal das gestantes. 

A Secretaria de Saúde reconheceu que os sistemas ainda não possuem integração plena, embora afirme que profissionais autorizados podem consultar ambas as plataformas. 

Para entidades ligadas à saúde pública, os episódios evidenciam desafios que vão além de casos isolados e reforçam a necessidade de investimentos em tecnologia, qualificação das equipes, melhoria da infraestrutura hospitalar e fortalecimento da assistência materno-infantil. 

As investigações sobre os dois óbitos continuam em andamento, e a expectativa é de que os resultados indiquem se houve falhas técnicas, administrativas ou estruturais durante o atendimento.

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