PONTA DO ICBERG

À espera de acordo para entregar corrupção no Detran-MS, despachante pede suspeição em processo

publicidade

À espera de acordo para entregar corrupção no Detran-MS, despachante pede suspeição em processo

 

Foragido por fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), o despachante David Cloky Hoffaman Chita pede a suspeição da juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal da comarca de Campo Grande. O pedido consta nos autos do processo o qual David é réu por inserção de dados falsos ao sistema do órgão.

Agora, o pedido de incompetência de juízo será analisado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de MS). Caso acatem o pedido de David, outro magistrado será designado para o processo e poderá ter que revalidar – ou não – as decisões proferidas até o momento pela juíza no decorrer do processo.

Conforme apurado pela reportagem, o advogado de David teria alegado que a juíza estaria ‘contaminada’ pelas provas, já que foi a própria Eucélia a responsável por decretar a prisão de David e da servidora comissionada Yasmin Osório Cabral, que está em prisão domiciliar com uso de tornozeleira.

Isso porque Eucélia atuou no inquérito policial do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) para garantir a legalidade de todo o procedimento. Porém, depois de oferecida a denúncia, o processo foi distribuído para ela mesma dar prosseguimento.

Leia Também:  Denúncia de direcionamento faz TCE-MS suspender licitação de refeições para presídios

A reportagem acionou o advogado de David no processo, Wilson Tavares, que disse não poder falar sobre o processo por ser sigiloso.

David quer delação com MP para detalhar poderosos por trás da corrupção no Detran-MS

No fim de setembro, David oficializou pedido ao MPMS para acordo de delação premiada. O despachante é apontado pelas investigações policiais como operador de esquema de fraude no Detran-MS.

Assim, David alega que foi ‘contratado’ pelo deputado federal Beto Pereira (PSDB) para operar o esquema, mas que o parlamentar seria o verdadeiro chefe das operações. Além disso, em vídeo obtido pelo Jornal Midiamax, o despachante aponta participação de políticos do PSDB no esquema como o ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul e ex-diretor do Detran, Juvenal Neto, que também exerceu a presidência da Assomasul, cargo já ocupado anteriormente por Beto Pereira, quando prefeito de Terenos.

Conforme apurado pela reportagem, o MPMS ainda não se manifestou sobre o pedido de David.

Pen drive com o vídeo de Chita foi entregue pelo Jornal Midiamax ao PGJ (Procurador-Geral de Justiça), Romão Ávila Milhan Júnior, que remeteu o dispositivo ao PGR (Procurador-Geral da República), Paulo Gonet, em Brasília.

Leia Também:  Desembargador não respeitou STF ao liberar farra com verba indenizatória, diz advogado

Romão argumentou que o envio do vídeo é necessário já que o STF (Supremo Tribunal Federal) seria responsável por julgar os supostos crimes.

“Um dos noticiados é deputado federal em exercício de mandato, e o suposto fato delituoso, segundo a narrativa que ora se apresenta, fora cometido em razão das funções, o que se amoldaria aos parâmetros delimitados pelo Supremo Tribunal Federal”, justificou.

Além disso, deixou nas mãos do procurador-Geral da República a decisão sobre eventual desmembramento da investigação dos demais citados na denúncia do despachante.

Romão argumentou que o envio do vídeo é necessário já que o STF (Supremo Tribunal Federal) seria responsável por julgar os supostos crimes.

“Um dos noticiados é deputado federal em exercício de mandato, e o suposto fato delituoso, segundo a narrativa que ora se apresenta, fora cometido em razão das funções, o que se amoldaria aos parâmetros delimitados pelo Supremo Tribunal Federal”, justificou.

Além disso, deixou nas mãos do procurador-Geral da República a decisão sobre eventual desmembramento da investigação dos demais citados na denúncia do despachante.

Beto Pereira e Neto (que estão ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja) seriam os principais beneficiários do dinheiro das fraudes, segundo David (Edson Ribeiro, Assomasul)

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide