“Decreto de Adriane Lopes é denunciado por corte salarial de professores com mais formação e tratamento desigual com temporários” …
“.. Adriane pune professores que darem atestado e vereadores temem corte de gratificação de 10% …
… “Prefeitura de Campo Grande é alvo de protestos após cortar gratificações de professores temporários”
Assim, o Pauta Diária acompanhou e noticiou mais uma medida lamentável e lastimável tomada pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), por decreto publicado na quinta-feira (25), que cortava e rebaixava professores temporários em gratificações e atestado médicos. Depois disso, foram dias seguidos de muita pressão, até a tarde dessa segunda-feira (29), para prefeita recuar e dizer que vai revogar o decreto contra educadores e a Educação na Reme (Rede Municipal de Ensino).
A decisão da prefeita, ainda a ser concretizada, vem após reunião com Comissões de Educação da Câmara de Vereadores e da ACP (Associação Campo-grandenses de Professores). Além desse encontro somente hoje à tarde, a questão vinha sendo combatida por professores e sociedade se posicionando contra a gestão, que teve até mesmo discursos no Legislativo, que quase não dão ‘trabalho’ a Prefeita. O assunto fez vereadores até da base aliada, a fazer o trabalho que compete a Casa de Leis.
“Fizemos um diálogo com a prefeita entre alguns questionamento. Ela pediu um tempo para estudar os questionamentos e agora à tarde nos chamou e fizemos o convencimento da importância da anulação desse decreto. Existe uma violação explícita na Lei Complementar 190, principalmente no art. 294. Fizemos um estudo técnico, apresentamos, e hoje a comissão de Educação, junto com a ACP, conseguiu essa vitória”, comentou o vereador Juari (PSDB), presidente da Comissão de Educação na Câmara,
O decreto desobrigaria a prefeitura de pagar gratificações vinculadas à titulação acadêmica, como especialização, mestrado ou doutorado. Bem como, o adoecimento de profissionais foi tratado como desmerecimento, e professores não iram mais poder apresentar atestado médico superior a 15 dias, pois poderia ser desligados automaticamente.
Prefeita ainda havia aberto mais polêmica
Na última sexta-feira, indagada sobre as críticas ao corte, feitas principalmente por vereadores, a prefeita disse que os servidores temporários não têm carreira e entram por processo seletivo.
Adriane, afirmou que antes da decisão, consultou outras cidades e até o governo do Estado, onde também não pagam esse tipo de gratificação.
A prefeita disse ainda que é preciso equilibrar a balança para manter os benefícios anteriores e garantir mais profissionais na sala de aula.
O decreto que causou polêmica foi publicado no diário de quinta-feira e pode ser conferido no link abaixo:
https://diogrande.campogrande.ms.gov.br/download_edicao/eyJjb2RpZ29kaWEiOiIxMDAwNSJ9.pdf
Reações
A vereadora Luiza Riberio (PT), uma de muitos que denunciou, protestou e prometeu ir à Luta contra o decreto, comemorou a pouco em redes socias, “A prefeita revogou o decreto nº 16.389/2025, que atacava diretamente os direitos dos professores convocados. Esse decreto reduzia salários, desrespeitava a capacidade profissional dos docentes e ainda criava dificuldades para que pudessem cuidar da própria saúde”, abriu fala no seu Instagran.
“Não durou nem cinco dias! Isso só aconteceu porque houve mobilização forte dos professores e professoras, da ACP e de toda a sociedade que se indignou e denunciou esse absurdo. Parabéns a todos que se mobilizaram! A lição fica clara: juntos, podemos barrar qualquer retrocesso contra a educação e contra os trabalhadores! “, concluiu Luiza.
























