Bancários ocupam Buriti e pressionam GDF por socorro imediato ao BRB

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O clima de tensão em torno da crise do Banco de Brasília ganhou novos contornos políticos e sociais nesta quarta-feira (13). Em frente ao Palácio do Buriti, o Sindicato dos Bancários de Brasília reuniu trabalhadores, aposentados e apoiadores em uma manifestação marcada por cobranças diretas ao Governo do Distrito Federal pela preservação do caráter público do BRB e pela adoção urgente de medidas para evitar o agravamento da situação financeira da instituição. 

Com faixas, palavras de ordem e o slogan “Sou + BRB, Sempre BRB”, o ato ocorreu entre 8h e 11h e teve como foco principal a defesa dos cerca de oito mil empregos ligados ao banco, além da exigência de mais transparência e agilidade do GDF no processo de reestruturação da instituição. 

Segundo os manifestantes, a demora do governo em cumprir exigências técnicas do Tesouro Nacional vem colocando em risco o processo de capitalização autorizado pela Lei nº 7.845/2026, aprovada em março. Apesar da autorização legislativa, representantes da categoria afirmam que o Executivo ainda não apresentou toda a documentação necessária para viabilizar os aportes financeiros e garantir a sustentabilidade do banco. 

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Durante o protesto, dirigentes sindicais criticaram o que classificam como excesso de discurso político e falta de ação prática por parte do governo. O diretor do sindicato, Ivan Amarante, afirmou que o momento exige responsabilidade técnica e não apenas manifestações públicas de apoio ao BRB. 

“O banco precisa de medidas concretas, de um plano financeiro claro e de segurança institucional para trabalhadores e clientes”, declarou. 

Os bancários também demonstraram preocupação com o desgaste da imagem da instituição após as recentes crises envolvendo operações ligadas ao extinto Banco Master. Funcionários relataram medo, insegurança e receio de perda de empregos caso a situação financeira continue se deteriorando. 

A caixa Sueli Ferreira de Melo, funcionária do BRB há quase quatro décadas, afirmou que o banco sempre foi visto como patrimônio da capital e que os servidores não podem pagar pelos erros cometidos na condução de operações externas. 

Ex-funcionários presentes no ato reforçaram que a preservação do BRB ultrapassa interesses corporativos e envolve a própria economia do Distrito Federal, já que o banco possui forte participação em programas públicos, crédito local e financiamento de setores estratégicos. 

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Entre as medidas consideradas urgentes pela categoria estão: 

  • a comprovação da origem dos recursos para o aumento de capital; 
  • a conclusão da securitização de parte da dívida ativa; 
  • e a aprovação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

Os manifestantes cobram ainda uma reunião direta com a governadora Celina Leão para discutir o futuro do banco e apresentar garantias de preservação da instituição como patrimônio público do Distrito Federal. 

A manifestação ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre o GDF e ao aprofundamento da crise de confiança envolvendo o Banco de Brasília, que enfrenta questionamentos sobre liquidez, capitalização e capacidade de recuperação financeira. 

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