Senadora do DF é membro da Comissão de Assuntos e Econômicos (CAE) do Senado e faz oposição ao governo de Celina Leão no DF.
A crise do Banco de Brasília (BRB) chegou definitivamente ao centro do poder em Brasília. Em meio à pressão financeira e política enfrentada pela instituição, a senadora de oposição Leila Barros terá nesta quarta-feira (13/5) uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a situação do banco público do DF. O encontro já consta oficialmente na agenda institucional de Galípolo divulgada pelo BC.
O movimento da parlamentar ocorre antes mesmo da reunião da governadora Celina Leão com o chefe da autoridade monetária, prevista apenas para esta quinta-feira (14/5). A sequência das agendas evidencia o aumento da pressão política em torno da crise do BRB e reforça o protagonismo que o tema assumiu nos bastidores de Brasília.
Leila, que integra a oposição ao governo distrital e também é membro da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, busca cobrar esclarecimentos e acompanhar de perto as medidas que vêm sendo discutidas para tentar estabilizar financeiramente o banco após os impactos das operações envolvendo o extinto Banco Master. A senadora tem defendido maior transparência sobre os riscos fiscais e patrimoniais relacionados ao processo de capitalização da instituição.
Enquanto isso, o Palácio do Buriti tenta construir uma saída para evitar o agravamento da situação financeira do BRB. A gestão distrital trabalha para viabilizar uma capitalização bilionária e garantir a publicação do balanço auditado de 2025 até o fim deste mês, prazo considerado estratégico para preservar a credibilidade do banco junto ao mercado e aos órgãos reguladores.
A reunião de Celina Leão com Galípolo, marcada para amanhã, é vista internamente como uma tentativa do GDF de reforçar a interlocução direta com o Banco Central e demonstrar alinhamento institucional diante da crise.
Nos bastidores políticos, porém, a antecipação da agenda de Leila Barros acabou ampliando a leitura de que a oposição busca ocupar espaço no debate público sobre o futuro do BRB antes mesmo da articulação oficial do governo distrital com o Banco Central.
O cenário reforça o momento delicado vivido pela instituição financeira, cuja crise deixou de ser apenas econômica e passou a produzir fortes repercussões políticas no Distrito Federal.






















