realidade e ficção

Câmara “presente no discurso”, ausente na realidade de Campo Grande

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Em artigo publicado no site oficial da Câmara Municipal de Campo Grande, sob o título A Câmara de Campo Grande foi atuante e presente no dia a dia da Capital”, o presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto Papy, faz um balanço extremamente positivo de sua gestão à frente do Legislativo municipal desde o início da atual legislatura, em 2025.

No texto, o parlamentar afirma que assumir a presidência significou “estar presente de verdade no cotidiano da Capital”, destacando participação em debates, decisões difíceis e cobranças da população. Segundo ele, o slogan “Câmara CG, Presente por Você” não seria apenas uma frase de efeito, mas uma postura traduzida em trabalho diário e compromisso com a cidade.

No entanto, fora do ambiente institucional e das publicações oficiais, a percepção da população campograndense é bem diferente.

Para grande parte dos moradores de Campo Grande, a Câmara Municipal tem se mostrado pouco expressiva, distante dos problemas reais da cidade e com atuação tímida diante de temas urgentes como saúde pública, transporte coletivo, infraestrutura urbana e fiscalização do Executivo. A sensação predominante é a de uma Casa de Leis mais preocupada com autopromoção do que com resultados concretos.

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A gestão do vereador Epaminondas Neto Papy à frente da presidência da Câmara é vista por muitos campograndenses como pífia e burocrática, sem protagonismo político e sem enfrentamento efetivo das demandas que chegam diariamente da população. Falta posicionamento firme, falta cobrança incisiva e, principalmente, faltam soluções visíveis para quem vive a cidade na prática.

Enquanto o discurso institucional fala em presença e compromisso, a realidade percebida nas ruas é de uma Câmara que pouco interfere nos rumos da administração municipal e que raramente se coloca como verdadeira representante dos interesses populares. Audiências públicas esvaziadas, debates que não avançam e uma produção legislativa que pouco impacta a vida do cidadão reforçam esse sentimento de distanciamento.

É legítimo que o presidente da Câmara faça seu balanço político. No entanto, também é legítimo  e necessário que a sociedade questione se essa “presença” tão exaltada no artigo oficial se traduz, de fato, em melhorias concretas para Campo Grande.

Porque, para a população, estar presente não é apenas discursar, publicar artigos ou criar slogans. Estar presente é resolver problemas, fiscalizar com rigor e dar respostas efetivas a quem paga a conta e espera mais do Poder Legislativo.

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