Cerca de 600 caminhoneiros terceirizados que prestam serviços à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) aprovaram estado de greve e cobram a regularização de pagamentos atrasados referentes aos anos de 2025 e 2026. A decisão foi discutida em assembleia realizada nesta segunda-feira (22/6), diante da crescente insatisfação da categoria com a falta de repasses financeiros.
Segundo a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Passageiros em Geral (Coopercam), os débitos incluem os meses de outubro, novembro e dezembro de 2025, além das faturas de abril e maio de 2026. A entidade afirma que a situação compromete diretamente a operação dos veículos, já que muitos prestadores de serviço não dispõem de recursos para abastecimento, manutenção e pagamento de despesas básicas.
A mobilização ocorre em meio a questionamentos sobre a destinação de um crédito suplementar de R$ 60 milhões autorizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para a Novacap. De acordo com os caminhoneiros, parte dos recursos deveria garantir a continuidade dos contratos e o pagamento dos serviços executados, mas os valores ainda não teriam chegado aos prestadores.
Inicialmente, a categoria cogitou iniciar uma paralisação imediata nesta segunda-feira. No entanto, após reunião com representantes da Novacap, os caminhoneiros decidiram aguardar o cumprimento da promessa de quitação de parte dos débitos referentes a 2025.
O diretor da Coopercam, Edmar Rosa de Souza, informou que a categoria permanece em estado de alerta e que uma paralisação poderá ser deflagrada caso os pagamentos não sejam efetivados. A orientação é que os veículos vinculados às administrações regionais permaneçam nos pátios e que caminhões e máquinas pesadas sejam recolhidos às dependências da Novacap. A cooperativa destacou que não haverá bloqueios de vias nem impedimento de acesso a órgãos públicos.
Os serviços realizados pelos caminhoneiros são considerados essenciais para a manutenção da infraestrutura urbana do Distrito Federal. Entre as atividades desempenhadas estão o transporte de materiais para obras, apoio à manutenção de vias públicas, conservação de áreas verdes, limpeza urbana e suporte operacional às administrações regionais.
Uma eventual paralisação pode afetar diretamente a execução desses serviços em diversas regiões administrativas, ampliando os desafios enfrentados pela Novacap na conservação da cidade.
Até o fechamento desta reportagem, a Novacap não havia divulgado posicionamento oficial sobre os atrasos apontados pela categoria nem apresentado um cronograma público para a regularização dos pagamentos.























