Campo Grande está passando por uma situação de emergência na área da saúde, decretada no sábado (26), devido ao aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Essa preocupação é ainda maior entre os bebês e crianças pequenas, como destacou a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, em uma entrevista nesta segunda-feira (28).
De acordo com os dados atualizados pela Secretaria de Saúde, até o momento, seis bebês com menos de um ano de idade perderam a vida por causa dessa doença. A maioria desses casos foi agravada pelo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que costuma causar bronquiolite, uma infecção que afeta as vias respiratórias. Além disso, o rinovírus, responsável por resfriados leves, foi o agente que levou dois desses bebês à morte. O responsável pelo sexto óbito não foi especificado nos dados divulgados.
A maior parte dessas mortes aconteceu em abril, e os números ainda podem ser atualizados. A secretária informou que os dados serão revisados às 10h desta segunda-feira.
Comparando com o mesmo período do ano passado, houve um aumento no número de mortes de bebês por SRAG: enquanto neste ano foram seis óbitos, no ano passado apenas um bebê havia morrido até agora. Apesar disso, o total de mortes por síndromes respiratórias graves até o momento está um pouco menor em 2024 (72 mortes) do que em 2023 (83 mortes), uma diferença pequena. Os idosos a partir de 60 anos continuam sendo as vítimas mais frequentes em ambos os anos.
Rosana Leite também reforçou uma preocupação importante: a cidade de Campo Grande não tem leitos disponíveis para atender à demanda crescente. O déficit de leitos, especialmente para crianças em UTI e CTI neonatal, é bastante preocupante e agrava ainda mais a situação de emergência na saúde.
Essa situação reforça a importância de cuidados preventivos, como higiene, evitar aglomerações e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas respiratórios, especialmente para os mais jovens e vulneráveis.






















