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China amplia liderança e se consolida como maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul

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Estado bate recorde histórico de exportações em julho, com US$ 1,3 bilhão em vendas externas; China respondeu por 42,9% das compras

Mato Grosso do Sul registrou em julho o maior volume de exportações de sua história, alcançando US$ 1,3 bilhão em vendas para o mercado internacional. O desempenho ocorreu justamente no mês em que entrou em vigor o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, mas não impediu o avanço da pauta exportadora sul-mato-grossense.

O principal destaque foi a China, que ampliou ainda mais sua participação e se consolidou como o maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul. O país asiático foi responsável por 42,9% das exportações estaduais, participação que cresceu dois pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Em valores, os chineses compraram US$ 542,8 milhões em produtos de Mato Grosso do Sul durante julho, alta de US$ 10,7 milhões em comparação com junho.

O resultado total de US$ 1,3 bilhão superou os dois melhores desempenhos registrados anteriormente pelo Estado em um único mês. Até então, os recordes eram de US$ 1,2 bilhão em maio de 2023 e novamente de US$ 1,2 bilhão em junho de 2026.

China compra soja, celulose e carne bovina

A força da China nas exportações de Mato Grosso do Sul está diretamente ligada à diversidade e ao volume dos produtos adquiridos.

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Somente em julho, o país asiático comprou US$ 261,3 milhões em soja produzida no Estado. Outros US$ 193,5 milhões foram destinados à aquisição de celulose.

A carne bovina também teve forte participação. A China foi o principal destino da carne bovina fresca, refrigerada ou congelada produzida em Mato Grosso do Sul, com compras de US$ 74,5 milhões.

Os números reforçam a importância do mercado chinês para o agronegócio estadual e mostram a forte presença de Mato Grosso do Sul na cadeia de abastecimento alimentar e industrial da segunda maior economia do mundo.

Estados Unidos ficam em segundo lugar

Mesmo com a entrada em vigor das novas tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump, os Estados Unidos apareceram como o segundo maior destino das exportações de Mato Grosso do Sul em julho.

Os norte-americanos responderam por 6,6% das vendas externas, movimentando aproximadamente US$ 83 milhões.

O aumento das compras foi puxado principalmente pela celulose. A carne bovina, outro produto tradicionalmente adquirido pelos Estados Unidos, também ficou fora do alcance do tarifaço aplicado a diversos produtos brasileiros.

Europa e Índia ampliam participação

Depois da China e dos Estados Unidos, os principais mercados para os produtos de Mato Grosso do Sul foram os Países Baixos (Holanda), Itália e Índia.

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Os Países Baixos compraram aproximadamente US$ 61,8 milhões, enquanto a Itália movimentou US$ 56,4 milhões em produtos sul-mato-grossenses.

A Índia, por sua vez, registrou compras de US$ 40,1 milhões, com destaque para gorduras e óleos vegetais.

A Itália também se destacou na compra de celulose, com US$ 46,8 milhões em negócios realizados durante o mês.

Já a Índia foi responsável por US$ 33,8 milhões em compras de gorduras e óleos vegetais, mostrando a importância dos subprodutos do processamento agrícola na geração de receitas para o Estado.

Exportações mostram diversificação

Além dos grandes compradores, Mato Grosso do Sul também ampliou sua presença em mercados asiáticos.

Bangladesh, com compras de aproximadamente US$ 27 milhões, e Vietnã, com cerca de US$ 23 milhões, aparecem entre os destinos relevantes dos produtos estaduais, especialmente da soja.

O desempenho de julho mostra que, apesar das mudanças no cenário comercial internacional e da pressão tarifária dos Estados Unidos, Mato Grosso do Sul mantém uma pauta exportadora diversificada e com forte presença no mercado asiático.

Com a China respondendo por quase metade das exportações estaduais, o país se consolida cada vez mais como principal destino dos produtos do agronegócio e da indústria de Mato Grosso do Sul, reforçando a importância da relação comercial entre o Estado e o gigante asiático.

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