Operação Tromper

Claudinho Serra, assessor e empreiteiro se livram de tornozeleira eletrônica

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O trio foi preso na 4ª fase da Operação Tromper

O juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva revogou o monitoramento eletrônico do ex-vereador Claudinho Serra, seu assessor, Carmo Name Júnior, e o empreiteiro Cleiton Nonato, da GC Obras. Com isso, os três se livram da tornozeleira eletrônica.

Os três haviam sido presos no dia 5 de junho pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), durante a 4ª fase da Operação Tromper. Eles são acusados de lavagem de dinheiro e organização criminosa e foram soltos por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na decisão, o juiz ainda permite o deslocamento de Claudinho — apontado como líder do esquema criminoso —, durante o dia, até sua fazenda em Anastácio, para trabalhar. Serra gostaria de pernoitar na propriedade, o que foi negado.

Já Nonato pediu a flexibilidade do horário de recolhimento noturno, já que tem atividades na igreja que, às vezes, passam das 22h. Também solicitou permissão para ir até São Gabriel do Oeste, onde fica a GC Obras. A Justiça permitiu que o horário fosse fixado das 22h30 às 6h e a viagem diurna até São Gabriel.

Trio se tornou réu em nova denúncia

Ao aceitar a denúncia, o magistrado pontua que “a investigação revelou a existência de um esquema criminoso estrutural e organizado, composto por núcleos distintos, que atuavam de forma independente, com divisão clara e coordenada de tarefas”.

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Logo, tornaram-se réus, por corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro, as seguintes pessoas:

  • Claudio Jordão de Almeida Serra Filho (preso) – apontado como o chefe do esquema;
  • Claudio Jordão de Almeida Serra – pai de Claudinho;
  • Mariana Camilo de Almeida Serra – esposa de Claudinho;
  • Carmo Name Júnior (preso) – assessor de Claudinho;
  • Jhorrara Souza dos Santos Name – esposa de Carmo Name;
  • Cleiton Nonato Correia (preso) – empreiteiro, dono da GC Obras;
  • Thiago Rodrigues Alves – intermediário de propinas entre as empreiteiras GC/AR e grupo de Claudinho;
  • Jéssica Barbosa Lemes – esposa de Thiago;
  • Valdemir Santos Monção (Nanau) – ex-assessor parlamentar;
  • Sandra Rui Jacques – empresária e esposa de Nanau;
  • Edmilson Rosa – empresário;
  • Ueverton da Sila Macedo (Frescura) – empresário;
  • Juliana Paula da Silva – esposa de Ueverton;
  • Rafael de Paula da Silva – cunhado de Ueverton

Como funcionava o esquema?

As investigações apontaram que Serra teria atuado decisivamente na organização, trazendo para si a função de gerir, junto à administração pública, o grupo criminoso que tinha como líder empresarial Ueverton Macedo, conhecido como Ueverton “Frescura”. Outro participante do esquema era Ricardo José Rocamora Alves, que permaneceu meses foragido até a operação.

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Um dos meios de fraudes era a utilização de várias empresas ligadas aos integrantes do grupo criminoso. Além disso, os preços oferecidos eram extremamente abaixo do valor de mercado, o que levava o grupo a vencer grande parte das licitações da Prefeitura de Sidrolândia.

Assim, no decorrer da execução dos contratos resultantes das licitações fraudadas, eram realizados empenhos visando exclusivamente aos valores aspirados pelo grupo criminoso, desprezando a real necessidade dos órgãos públicos, posteriormente sendo emitidas notas fiscais forjadas.

“Em termos práticos, apurou-se que os valores a título de propina eram repassados conforme a necessidade e/ou exigência de agentes políticos e servidores públicos, sendo a partir de então estipulada pelos empresários a margem de lucro que seria aplicada sobre o valor repassado (propina), em quais contratos públicos recairiam as cobranças dos valores, bem como quais produtos formalmente licitados constariam nas notas fiscais forjadas”, diz parte do relatório.

Diversas trocas de mensagens entre os acusados demonstram como funcionava o esquema de corrupção. Em uma conversa de 23 de setembro de 2023, entre Rocamora e Ueverton “Frescura”, é tratado sobre a necessidade de emissão de notas fiscais ainda no mesmo dia. O pedido teria partido de Cláudio Jordão Serra Filho, tratado nas conversas como “chefe”, para pagamento de “determinadas pessoas”.

JORNAL MIDAMAX

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