Os consumidores de Mato Grosso do Sul podem enfrentar um aumento significativo na conta de energia elétrica. Os porcentuais ainda podem sofrer alterações, já que a decisão final será tomada na terça-feira, às 9h, quando a diretoria colegiada da agência reguladora analisará o relatório com os novos valores tarifários. Caso aprovado, o reajuste passa a valer já no dia seguinte, quarta-feira.
A recomendação técnica indica um aumento quase 10 vezes maior que o aplicado no ano passado. Em 2024, o reajuste médio foi de 1,33%, com 0,69% para baixa tensão (residências) e 3,09% para alta tensão (indústrias e grandes consumidores). Agora, os índices previstos são bem superiores, o que deve impactar diretamente o bolso do consumidor.
O que puxou o aumento
Segundo a agência reguladora, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram:
- Custos com distribuição de energia
- Encargos setoriais cobrados na tarifa
- Despesas operacionais do serviço
A planilha técnica não detalha por que o aumento deste ano é tão mais elevado, mas especialistas apontam que a soma desses fatores pressiona o valor final pago pelos consumidores.
Aumento acima da inflação
O reajuste também supera a inflação. O IPCA acumulado em 12 meses foi de 2,13%, enquanto a prévia mais recente indica 3,9%. Com isso, a conta de luz pode subir até seis vezes mais que a inflação do período, ampliando o impacto no orçamento familiar.
Outros reajustes recentes
Em março, concessionárias de outros estados já tiveram aumentos relevantes:
- Alta média de 14,07% em uma distribuidora no Rio de Janeiro
- Revisão com aumento médio de 8,59% em outra empresa fluminense
Isso indica uma tendência nacional de reajustes mais elevados nas tarifas de energia.
Revisão x reajuste: qual a diferença?
- Revisão tarifária periódica: processo mais amplo, que redefine custos e metas da concessionária
- Reajuste tarifário anual: atualização mais simples, baseada na inflação e em fatores contratuais
Em ambos os casos, custos com compra e transmissão de energia são repassados ao consumidor.
Como reduzir o impacto na conta
Para amenizar o aumento, consumidores podem:
- Evitar uso de aparelhos em horário de pico
- Substituir lâmpadas por modelos LED
- Desligar equipamentos em stand-by
- Controlar uso de ar-condicionado e chuveiro elétrico
- Verificar possíveis desperdícios em casa
Com o possível reajuste, especialistas recomendam atenção ao consumo e planejamento do orçamento doméstico, já que a energia elétrica deve pesar mais nas despesas mensais.






















