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Consumidores de MS podem ter aumento de 12,61% na tarifa de energia

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Os consumidores de Mato Grosso do Sul podem enfrentar um aumento significativo na conta de energia elétrica. Os porcentuais ainda podem sofrer alterações, já que a decisão final será tomada na terça-feira, às 9h, quando a diretoria colegiada da agência reguladora analisará o relatório com os novos valores tarifários. Caso aprovado, o reajuste passa a valer já no dia seguinte, quarta-feira.

A recomendação técnica indica um aumento quase 10 vezes maior que o aplicado no ano passado. Em 2024, o reajuste médio foi de 1,33%, com 0,69% para baixa tensão (residências) e 3,09% para alta tensão (indústrias e grandes consumidores). Agora, os índices previstos são bem superiores, o que deve impactar diretamente o bolso do consumidor.

O que puxou o aumento

Segundo a agência reguladora, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram:

  • Custos com distribuição de energia
  • Encargos setoriais cobrados na tarifa
  • Despesas operacionais do serviço

A planilha técnica não detalha por que o aumento deste ano é tão mais elevado, mas especialistas apontam que a soma desses fatores pressiona o valor final pago pelos consumidores.

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Aumento acima da inflação

O reajuste também supera a inflação. O IPCA acumulado em 12 meses foi de 2,13%, enquanto a prévia mais recente indica 3,9%. Com isso, a conta de luz pode subir até seis vezes mais que a inflação do período, ampliando o impacto no orçamento familiar.

Outros reajustes recentes

Em março, concessionárias de outros estados já tiveram aumentos relevantes:

  • Alta média de 14,07% em uma distribuidora no Rio de Janeiro
  • Revisão com aumento médio de 8,59% em outra empresa fluminense

Isso indica uma tendência nacional de reajustes mais elevados nas tarifas de energia.

Revisão x reajuste: qual a diferença?

  • Revisão tarifária periódica: processo mais amplo, que redefine custos e metas da concessionária
  • Reajuste tarifário anual: atualização mais simples, baseada na inflação e em fatores contratuais

Em ambos os casos, custos com compra e transmissão de energia são repassados ao consumidor.

Como reduzir o impacto na conta

Para amenizar o aumento, consumidores podem:

  • Evitar uso de aparelhos em horário de pico
  • Substituir lâmpadas por modelos LED
  • Desligar equipamentos em stand-by
  • Controlar uso de ar-condicionado e chuveiro elétrico
  • Verificar possíveis desperdícios em casa
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Com o possível reajuste, especialistas recomendam atenção ao consumo e planejamento do orçamento doméstico, já que a energia elétrica deve pesar mais nas despesas mensais.

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