PONTA DO ICBERG

Contrato milionário é renovado pelo Governo de MS com empresa ligada a dirigente da FIEMS investigado

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Contrato de R$ 6,6 milhões foi estendido pelo Imasul; sócio da empresa já teve nome mencionado em relatório da Polícia Federal

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), prorrogou o prazo de vigência do Contrato nº 006/2023, firmado com a empresa Acto Soluções em Tecnologia Ltda., no valor total de R$ 6.614.600,00.

A prorrogação ocorre em meio a questionamentos públicos envolvendo o nome de Luiz Gonzaga Crosara Júnior, sócio-proprietário da empresa e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), entidade que integra o chamado Sistema S.

Nome citado em investigações da Polícia Federal

Luiz Gonzaga Crosara Júnior teve seu nome mencionado em investigações conduzidas pela Polícia Federal, no âmbito de apurações que envolvem supostos esquemas de pagamento de propina no setor público estadual.

Relatório da PF com 85 páginas, que embasou pedidos de busca e apreensão nas operações Vox Veritatis e Turn Off, aponta que o então secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Edio Antonio Resende de Castro Bloch, seria apenas um intermediário de um suposto esquema mais amplo de corrupção.

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De acordo com a PF, diálogos interceptados entre empresários investigados indicariam insatisfação quanto à necessidade de reunir R$ 1 milhão em espécie para entrega a alguém ou alguma instituição identificada, em linguagem cifrada, como “Sistema Solar”.

Linguagem cifrada e possível autoridade de alto escalão

Para a Polícia Federal, o termo “Sistema Solar” poderia se referir “aparentemente a alguém de alto patamar na Administração Pública”, embora o relatório não detalhe quem seria essa pessoa ou instituição.

Segundo investigadores, esse tipo de omissão pode ser estratégia para evitar o deslocamento imediato do caso para instâncias superiores, quando há possibilidade de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como governadores, deputados ou senadores.

O diálogo citado pela PF teria ocorrido em 7 de fevereiro de 2022. Em determinado momento, um dos interlocutores questiona:

“Quem combinou juntar isso? ”
A resposta seria:
“Foi o Gordim”.
A Polícia Federal aponta que “Gordim” seria um apelido atribuído a Luiz Gonzaga Crosara Júnior.

Contrato segue vigente

Apesar do contexto investigativo, o contrato entre o Imasul e a Acto Soluções em Tecnologia Ltda. foi prorrogado, mantendo o valor global de mais de R$ 6,6 milhões.

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Até o momento, não há informação pública de condenação judicial contra Crosara Júnior ou a empresa Acto. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do Judiciário.

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