Operação Lucro Certo

Contratos com escritório de advocacia colocam Prefeitura de Coxim na mira do Gaeco

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A Prefeitura de Coxim foi alvo, nesta quinta-feira (12), da Operação Lucro Certo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga supostas fraudes em contratos firmados com um escritório de advocacia e que teriam resultado no pagamento de cerca de R$ 1,5 milhão ao longo de três anos.

De acordo com informações divulgadas pelo site Edição MS, agentes realizaram coleta de documentos no setor de licitações do município e também estiveram na residência da ex-secretária de Gestão, Veronildes Batista. Ela comandou a principal secretaria da administração municipal por cinco anos, durante a gestão do prefeito Edilson Magro (PP), que está no cargo desde 2021.

Conforme o Ministério Público Estadual, a investigação identificou a celebração de contratos sem licitação entre a prefeitura e a empresa de advocacia nos anos de 2021, 2022 e 2023. Os acordos previam pagamentos na modalidade ad exitum, vinculados à recuperação de créditos de ICMS supostamente devidos ao município.

Segundo o Gaeco, a fraude consistiria na fixação de percentual sobre valores econômicos eventualmente recuperados a título de repartição de receitas tributárias, com pagamento de vantagens à empresa sem a correspondente prestação de serviços — origem do nome da operação, Lucro Certo.

Outras operações na semana

Esta é a segunda ação do Gaeco em prefeituras de Mato Grosso do Sul apenas nesta semana. Na terça-feira (10), mandados foram cumpridos nos municípios de Corguinho e Rio Negro, também em investigações relacionadas a fraudes em licitações e possíveis casos de corrupção.

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Em Rio Negro, um dos alvos é o ex-prefeito Cleidimar da Silva Camargo (PSDB), conhecido como Buda do Lair. O atual prefeito, Henrique Mitsuo Vargas Ezoe (PL), que foi secretário de Finanças na gestão anterior, afirmou que a apuração se refere a contratos antigos.

Já em Corguinho, os mandados foram cumpridos dentro da prefeitura, que permaneceu fechada por algumas horas para buscas e apreensões. Estão entre os investigados o atual prefeito, Marcio Novaes Pereira (PSDB), e a ex-prefeita Marcela Ribeiro Lopes (PSDB).

O Ministério Público não informou, até o momento, se houve prisões ou afastamentos de funções públicas nas operações.

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