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Desmatamento cai no Cerrado e Mata Atlântica, mas cresce 16% no Pantanal

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Mato Grosso do Sul concentra três dos seis biomas presentes no Brasil

Enquanto o desmatamento caiu na maior parte dos biomas brasileiros em 2024, o Pantanal, um dos principais patrimônios naturais de Mato Grosso do Sul, seguiu em sentido oposto e registrou aumento de 16,5% na supressão de vegetação nativa.

Os dados foram consolidados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), por meio do sistema de Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (Prodes), que acompanha a perda de cobertura vegetal em todos os biomas do país com base em imagens de satélite.

Entre 2023 e 2024, o Cerrado registrou queda de 25,76% no desmatamento, enquanto a Mata Atlântica teve desempenho ainda mais positivo, com redução de 37,89%, a maior entre todos os biomas monitorados. Na contramão dessa tendência, o Pantanal apresentou crescimento de 16,5% na área desmatada em 2024.

Vegetação nativa e ocupação territorial em MS

Conforme o MapBiomas o Pantanal concentra a maior área de vegetação nativa preservada em Mato Grosso do Sul, com 7,2 milhões de hectares, o equivalente a 74% de cobertura vegetal dentro do bioma no estado. O Cerrado aparece em seguida, com 4,8 milhões de hectares e 22% de vegetação nativa remanescente, enquanto a Mata Atlântica soma 334 mil hectares, cerca de 9% de cobertura nativa.

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Apesar disso, o Cerrado é o bioma predominante no território sul-mato-grossense, por ocupar 62,2% da área do estado. O Pantanal representa 27,3%, e a Mata Atlântica, 10,5%.

Panorama nacional do desmatamento

No cenário brasileiro, o Prodes aponta redução da supressão de vegetação nativa entre 2023 e 2024 nos seguintes biomas:

  • Amazônia: −28,09%
  • Área não florestal na Amazônia: −5,27%
  • Cerrado: −25,76%
  • Mata Atlântica: −37,89%
  • Pampa: −20,08%
Apenas dois biomas registraram aumento no período:
  • Caatinga: +9,93%
  • Pantanal: +16,5%

Conforme a nota técnica do Inpe, supressão de vegetação nativa ocorre quanto há remoção de toda a cobertura original, independentemente do tipo de vegetação ou do uso futuro da área. As análises são realizadas a partir de imagens de satélite, com identificação automática das áreas alteradas e posterior validação por interpretação visual especializada.

JORNAL MIDIAMAX

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