‘Ligação Familiar’

Irmãos e mais três empresários são investigados em esquema de contrabando que pode ter rendido R$ 290 milhões

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“Operação ‘Ligação Familiar’ em MS leva ação contra sócios que movimentaram mais de R$ 290 milhões com contrabando no Estado”. Esta foi a notícia inicial do Pauta Diária na manhã da última sexta-feira (3), mas que não havia sido liberado nomes de apontados envolvidos, investigados e que foram alvos hoje de uma ‘Força tarefa* com a PF-MS (Polícia Federal em MS), a Receita Federal e o MPF-MS (Ministério Público Federal em MS).

Conforme a PF-MS, que divulgou a ação, dois irmãos e outros três empresários são investigados na ‘Ligação Familiar’, que mira os crimes de descaminho (contrabando) e lavagem de dinheiro. A lista de alvos tem os irmãos Renan e Renier de Souza Pinheiro, além de Marcos Freire Junior, Wanderson Lorais Salviano da Silva e Dyegho Magno Miranda Amarilho.

Segundo lista da Operação, Renier Pinheiro é sócio- administrador da loja Universo do Celular Ltda, localizada em galeria na Rua Ceará, em Campo Grande. Equipes da PF e da Receita foram no começo da manhã de hoje ao local, onde apreenderam celulares, a maioria da marca Apple. Já a loja de Marcos Freire Junior, a Carandá Imports, no Jardim São Bento, também era alvo da operação. Mas nada foi recolhido, diante da confirmação da procedência legal dos produtos eletrônicos. Ele chegou à loja no cumprimento do mandado de busca e apreensão.

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O advogado Cairo Frazão disse que Marcos se tornou alvo por conta de uma antiga sociedade com os irmãos Pinheiro e os outros dois empresários. “Teve essa sociedade mesmo, com cinco sócios. Mas houve a dissolução e depois cada um abriu seu próprio negócio. Porém, os nomes ficaram vinculados aos CNPJs anteriores. A defesa entende que foi isso que gerou a vinculação do nosso cliente. Mas estamos trabalhando para mostrar que não tem nada de errado”, disse Frazão.

Sem retirada – Frazão, que acompanhou o cumprimento da ordem judicial, destacou que nada foi levado da loja. “Aqui não tem nada a ser escondido. Foi constatado que tudo está dentro dos conformes, dentro da lei. Todos os itens que estão na loja têm a devida comprovação aduaneira e de nota fiscal, todos estão devidamente legalizados”, afirma o advogado.

Outros investigados e apurações

Na Rua José Nogueira Vieira, via comercial no Jardim Itatiaia, equipes da PF e da Receita cumpriram mandado na Gold Imports, uma pequena loja, que foi esvaziada.

No local, foram abertos dois cofres. Um estava vazio e do outro foram levados cinco celulares e uma arma de fogo.

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A ação mira empresas em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. No interior, o alvo foi a loja iPhone Ribas. A reportagem não conseguiu contato com os demais citados.

Conforme a investigação, as lojas vendem mercadorias de procedência estrangeira que entram irregularmente em território nacional, em especial, celulares de alto valor agregado.

A rede de empresas é vinculada a um grupo de irmãos e amigos próximos. Elas se destacam pela emissão de notas fiscais inidôneas, notas frias, que são utilizadas para acobertar a comercialização e o transporte de mercadorias, seja por transportadoras ou Correios. No período de janeiro de 2020 a abril de 2025, as empresas emitiram mais de R$ 18 milhões em notas fiscais de vendas e, de acordo com a análise bancária, realizaram movimentações financeiras de R$ 290 milhões.

As informações fiscais dos sócios apontam indícios de movimentação financeira incompatível, ocultação de renda e patrimônio, enriquecimento ilícito, além de outros indícios de fraudes tributárias.

Hoje, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. Os responsáveis poderão responder pelos crimes de descaminho e de lavagem de dinheiro.

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