A corrida pelo Governo do Distrito Federal em 2026 entrou definitivamente em uma nova fase com a saída de Leandro Grass e Ricardo Cappelli de seus cargos no governo federal. A decisão formaliza não apenas suas pré-candidaturas, mas também sinaliza o início mais direto da disputa política no DF.
Desincompatibilização marca virada de chave na campanha
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2), atendendo à exigência legal de desincompatibilização, regra que obriga ocupantes de cargos públicos a deixarem suas funções até seis meses antes das eleições.
Até então, Grass comandava o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, enquanto Cappelli presidia a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Ambos ocupavam posições estratégicas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que evidencia o peso político de suas candidaturas.
A saída simultânea dos dois nomes não é apenas um movimento burocrático, mas um gesto político claro: a oposição entra oficialmente em campo no DF.
Movimento coordenado e cálculo político
A desincompatibilização, nesse contexto, funciona como um marco simbólico e estratégico. Ao deixarem cargos de relevância nacional, Grass e Cappelli passam a dedicar tempo integral à construção de suas campanhas e à articulação de alianças locais.
Além disso, o movimento reforça a intenção do campo governista federal de estruturar candidaturas competitivas no Distrito Federal. Tanto PT quanto PSB buscam consolidar presença em uma disputa que tende a ser polarizada contra o grupo liderado por Ibaneis Rocha e pela atual vice-governadora Celina Leão.
Desafio imediato: unificar a oposição
Apesar da força política de ambos, o principal desafio passa a ser a construção de unidade. A divisão entre candidaturas pode enfraquecer a oposição diante de um bloco governista mais coeso.
Nos bastidores, cresce a pressão por uma composição, com possibilidade de chapa única, cenário em que Grass poderia liderar, com Cappelli ocupando a vice ou integrando outra posição estratégica na disputa majoritária.
Campanha começa com tom crítico
Com a saída dos cargos, os dois pré-candidatos já adotam um discurso mais incisivo contra a atual gestão local. A estratégia indica que a campanha deve ser marcada por críticas à condução administrativa do DF, especialmente em temas como gestão financeira e serviços públicos.
Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto acompanha de perto os desdobramentos. A prioridade não se limita ao governo local, mas também à formação de uma base sólida no Congresso Nacional a partir das eleições de 2026.
Nova fase da disputa no DF
A desincompatibilização de Leandro Grass e Ricardo Cappelli não é apenas uma exigência legal, é o ponto de partida oficial de suas campanhas. A partir de agora, ambos deixam a esfera administrativa federal para mergulhar no embate político local.
O gesto antecipa uma eleição que promete ser competitiva e marcada por forte disputa entre continuidade e mudança no comando do Distrito Federal.























