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Operação Sisamnes: PGR pede mais prazo à PF para aprofundar suspeita de venda de decisões no STJ

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Procurador-geral, Paulo Gonet, aponta lacunas em relatório parcial e defende continuidade das apurações sobre suposto acesso a minutas e influência de lobistas em gabinetes do STJ

 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo para que a Polícia Federal (PF) conclua as investigações da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais e acesso privilegiado a minutas de votos em gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O inquérito, conduzido sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo servidores do STJ, advogados e lobistas ligados a causas empresariais e processos de falência.

De acordo com o relatório parcial da PF, há indícios de vazamento de documentos internos e de influência externa em decisões de ministros. Conversas apreendidas nos celulares do advogado Roberto Zampieri (assassinado em 2023) e do lobista Andreson Gonçalves sugerem que intermediários negociavam resultados de processos e tinham acesso antecipado a votos.

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Apesar das evidências, Gonet apontou que o relatório da PF “apresenta lacunas relevantes”, especialmente em relação às operações financeiras e à análise completa dos materiais apreendidos. Por isso, pediu ao STF mais tempo para a conclusão do inquérito e a manutenção das medidas cautelares impostas a servidores afastados.

Entre os nomes investigados estão Daimler Alberto de Campos, Márcio José Toledo Pinto e Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, ex-servidores de gabinetes dos ministros Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Og Fernandes — que não são alvos da investigação.

A ministra Gallotti declarou desconhecer o conteúdo do inquérito, por tramitar em sigilo, e afirmou que o gabinete está à disposição das autoridades. Og Fernandes e Nancy Andrighi também informaram colaborar com a apuração.

O ministro Zanin classificou os indícios reunidos até o momento como reveladores de uma “rede criminosa destinada à venda de decisões judiciais e ao uso de informações privilegiadas”.

A Operação Sisamnes segue sob sigilo no STF, e a PF deve apresentar um novo relatório após concluir as diligências determinadas pela PGR.

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