“Elas ao Cello”

Projeto ‘Turnê Elas ao Cello’ com série de concertos começa nesta semana em quatro cidades de MS

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Um novo projeto cultural musical de lazer será lançado e começa nesta quarta-feira, 1º de outubro, pelo interior de Mato Grosso do Sul, com quatro cidades recebendo o início da turnê “Elas ao Cello”. O projeto tem um sexteto formado exclusivamente por mulheres violoncelistas, que farão quatro concertos gratuitos em cidades diferentes, da região do Bolsão, Sudeste de MS.

O início do projeto será por Nova Andradina (1/10), Brasilândia (2/10), Três Lagoas (3/10) e Inocência (4/10). Além disso, no dia 3, haverá um concerto didático para os alunos do Centro de Referência de Assistência Social e Educacional (CRASE) “Coração de Mãe”. Todas as apresentações contarão com intérprete de Libras, reforçando o compromisso de acessibilidade e serão gratuitas.

Conforme divulgação do “Elas ao Cello”, a ação é mais que uma sequência de apresentações, com o projeto visando levar uma mensagem de representatividade feminina e democratização da música de concerto.

A idealizadora e coordenadora, Mara Vidal, aponta que a iniciativa abre caminhos. “A música de concerto, historicamente, sempre teve uma presença masculina predominante, e nosso projeto vem para mostrar que as mulheres também têm protagonismo, força e sensibilidade artística nesse espaço. Estar juntas no palco não é apenas sobre tocar o violoncelo, mas sobre criar um espaço de representatividade, união e empoderamento através da arte”.

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Made in SP

A violoncelista Adriana Holtz, integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), reforça esse papel inspirador: “Sempre fui respeitada pelos meus colegas, mas acredito que iniciativas como essa têm importância justamente porque inspiram meninas e mulheres a acreditar nos seus sonhos, a não desistir. A caminhada é difícil, mas a jornada vale a pena”, diz a paulista.

Adriana ainda lembra que sua própria trajetória foi marcada por esforço e persistência.

“Me formei no ensino médio em técnico de processamento de dados, enquanto estudava violoncelo em Tatuí. Trabalhava durante o dia, estudava aos sábados, e minha mãe me deixava na estrada para que eu pudesse seguir até as aulas. Foi nesse período que decidi que minha vida seria dedicada à música. Hoje, poder levar essas histórias e essa experiência para o interior do MS, me faz acreditar ainda mais no poder de transformação da arte”, ressalta Adriana.

Para Gláucia Marques, também integrante do sexteto, o violoncelo é um instrumento capaz de aproximar o público de universos diversos. “O cello é versátil: ele pode cantar, dançar, ser percussivo ou lírico. Levar isso para cidades que, muitas vezes, não têm contato direto com a música de concerto é uma oportunidade única de mostrar que a arte é de todos e para todos”.

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Também sobem ao palco as violoncelistas: Milena Gregório, Ketlyn Mayara e Mônica Picaço.

Serviço – Projeto Elas ao Cello

O projeto é realizado com recursos da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), do Governo Federal, através do MinC (Ministério da Cultura), operacionalizado pelo Governo MS, por meio da FCMS (Fundação de Cultura de MS).

01/10 (quarta-feira), 19 horas – Nova Andradina (MS), no Centro de Convenções Municipal, localizado na Av. Antônio Joaquim de Moura Andrade, Centro;

02/10 (quinta-feira), 19h30 – Brasilândia (MS), no auditório Ramez Tebet, que fica na praça Santa Maria, s/nº, Centro;

03/10 (sexta-feira), 20 horas – Três Lagoas (MS), no auditório da UFMS, Campus II, localizado na Av. Ranulpho Marques Leal, 3484;

04/10 (sábado), 19h30 – Inocência (MS), no Centro Cultural Lázara Lessonier, que fica na Av. Juracy Luís de Castro, s/n, Centro.

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