A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu habeas corpus e mandou soltar pela 2ª vez o engenheiro civil e pecuarista Júlio Arantes Varoni, réu pelo desvio milionário na Prefeitura de Amambai. Ele chegou a ficar foragido por quatro meses e acabou sendo beneficiado com a revogação da prisão preventiva com base no voto do relator, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva.
Varoni teve a prisão preventiva decretada pela primeira vez pelo juiz Daniel Raymundo da Matta, da Vara Criminal de Amambai. No entanto, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não o encontrou no dia 16 de novembro do ano passado. Varoni só foi preso na fazenda em Corguinho no final de março deste ano.
Ele acabou sendo beneficiado pelo julgamento da 3ª Câmara Criminal do TJMS que considerou o juiz de Amambai incompetente para analisar o processo e determinou a redistribuição do inquérito e denúncia para uma das varas criminais de Campo Grande. Na ocasião, Bonassini revogou a prisão dos réus.
Ao analisar o caso, a juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, convalidou as decisões de Matta e ainda decretou a prisão preventiva de Júlio Arantes Varoni. No início do mês passado, ele foi preso novamente e recorreu, novamente, ao TJMS.
Em acórdão publicado nesta segunda-feira (2), a turma do TJMS concedeu novamente o habeas corpus para Varoni. “Possível a extensão ao paciente do benefício concedido aos coacusados Jonathan Fraga de Lima e Letícia de Carvalho Teoli, quando a eles foram imputadas as mesmas condutas delituosas e ausentes situações de caráter pessoal que impeçam o benefício previsto pelo art. 580 do CPP”, diz trecho do acórdão publicado hoje.
Varoni será monitorado por tornozeleira eletrônica e responderá pelos crimes de corrupção e organização criminosa em liberdade. Ele é acusado de integrar a suposta organização criminosa chefiada pelo ex-vereador Valter Brito da Silva (PSDB).






















