‘fim de festa’

PT e Riedel oficializam saída do partido da base com ‘separação de bens’ gradual e sem litigio grave

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O feriado e comemorações pelo aniversário de Campo Grande, terminou na noite desta terça-feira (26), com o ‘fim de festa’ entre o PT e o governo e governador Eduardo Riedel (PP). A já anunciada saída do governo foi oficializada ontem, mas ainda em ‘separação de bens’ gradual e sem litigio grave. O Pauta Diária já havia noticiado “PT quer encontro pessoal com Riedel para entregar cargos que não afetem trabalhos em andamentos”.

O PT desde o último dia 4, disse que “deixa governo Riedel neste mês ante apoio crítico do governador contra prisão de Bolsonaro”. Assim, após 22 dias, o ‘encontro pessoal’ aconteceu com a bancada petista, que oficializou a saída da base de sustentação do Governo na Alems (Assembleia Legislativa de MS) e cargos na gestão do ex-PSDB, por 20 anos, que se filiou a uma semana no Progressista, aliado direto do pivô e algoz petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Assim, a decisão ocorre quase ao único fato, mas após vários episódios de apoio de Riedel ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo como a gota d’água a crítica do governador à prisão domiciliar do ex-presidente, decretada na noite do último dia 03 e criticada por Riedel no dia posterior.

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Contudo, a reunião aconteceu na noite de ontem, com um combinado entre petistas e Riedel para que não ocorra exoneração em massa e nem haverá uma cisão completa e raivosa. Em troca, o PT continuará “apoiando ações institucionais entre os governos Federal e Estadual”.

PT aponta que acertou apoiar Riedel

Filiados ao partido pediam a retirada de cargos e saída do governo há vários meses, mas ela era bancada principalmente pelos deputados Vander Loubet (PT) e Zeca do PT, que indicaram a maioria dos cargos no Governo do Estado.

O ex-governador, hoje deputado estadual Zeca do PT, diz que o partido continua convencido de que fez o correto ao apoiar Riedel contra Renan Contar, no pleito eleitoral de segundo turno, em 2022, onde se visava derrotar a extrema direita, representada diretamente por ele no MS e na eleição.

Mas, agora, com a aproximação de Riedel com esse mesmo grupo, decidiram sair, também ‘acertando’ na decisão e posição ante não serem antagonista do próprio contexto e erro que seria do governador.

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Zeca diz estar convencido que o grupo também cumpriu o papel dentro do governo, apesar de não muito destaque, mas que teria bom desempenho e resultados, principalmente para agricultura familiar no Estado, que é uma das bandeiras do PT.

“Vamos fazer uma oposição qualificada, sem prejudicar, evidentemente, a aplicação dos recursos federais destinados ao Estado, até porque o que nos interessa é o desenvolvimento econômico social do Mato Grosso do Sul, que está acima de qualquer diferença política”, justificou Zeca

Na próxima sexta-feira (30), durante posse de Vander, o partido comunicará a saída oficial, para fazer ante que utopicamente, o PT esperava apoio de Riedel à reeleição de Lula e empurrava ao máximo a saída da base, mesmo sabendo que seria muito difícil acontecer.

Foram vários os acontecimentos, até que a maioria do partido decidiu pela saída.

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