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Maysa Leão confronta Abilio e exige provas sobre acusação de desvio de R$ 4 milhões em Cuiabá

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Vereadora nega irregularidades, fala em violência política de gênero e cobra políticas públicas para vítimas de estupro

O embate entre a vereadora Maysa Leão (Republicanos) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), marcou a sessão ordinária da Câmara Municipal nesta terça-feira (10). Diante da imprensa, a parlamentar exigiu que o gestor apresentasse provas de que ela teria participado de um suposto esquema envolvendo o repasse federal de cerca de R$ 4 milhões a uma entidade assistencial com vínculos políticos ao seu mandato.

Abilio afirmou que os recursos, oriundos do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), teriam sido destinados ao Instituto Lírio, cuja presidente teria atuado como coordenadora de campanha da vereadora. Segundo o prefeito, o tema já havia sido mencionado em entrevistas anteriores e deveria ser apurado pelos órgãos competentes.

“Fala o nome. Você precisa provar o que está falando”, rebateu Maysa, acusando o prefeito de fazer ilações públicas sem apresentar evidências. A vereadora negou qualquer irregularidade e afirmou que o Instituto Lírio participou de um projeto nacional aberto a diversas instituições, sendo selecionado conforme critérios previamente estabelecidos.

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Durante a discussão, Abilio também questionou a presença de uma adolescente em atividade do instituto, indagando se Maysa tinha conhecimento de que se tratava de menor de idade. A parlamentar respondeu que desconhecia o fato e declarou ter sido absolvida pelo Ministério Público em episódio relacionado.

Maysa ressaltou que o Instituto Lírio atua há mais de dez anos no acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com dezenas de milhares de atendimentos realizados. De acordo com ela, o projeto citado pelo prefeito envolve a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e não é gerido diretamente pela presidente da entidade, o que afastaria qualquer ingerência política.

A vereadora ainda acusou Abilio de praticar violência política de gênero ao expor o assunto publicamente sem provas. “Se você sabe de um ilícito, vá ao Ministério Público. Faça a denúncia”, afirmou, acrescentando que poderá adotar medidas judiciais caso as acusações persistam sem comprovação.

O confronto se intensificou quando Maysa passou a cobrar ações do município para atendimento a vítimas de violência sexual. “Onde meninas estupradas são acolhidas no município de Cuiabá?”, questionou repetidamente. Abilio respondeu não ter detalhes sobre o tema e reiterou que suas falas se limitavam a levantar questionamentos sobre vínculos políticos e o repasse federal.

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Ao final, a parlamentar declarou que não aceitará ter seu nome ou o do Instituto Lírio citados sem comprovação, enquanto o prefeito sustentou que as informações devem ser investigadas pelos órgãos competentes. O caso segue sem apuração formal anunciada até o momento.

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