Distrito Federal

Major é investigado por assédio sexual dentro da Corregedoria da PMDF

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES

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Apuração foi aberta após denúncia encaminhada pelo Ministério Público e envolve oficial em cargo de chefia dentro da corregedoria da PMDF

Um caso grave envolvendo supostas práticas de assédio sexual dentro da Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) veio à tona após a instauração sigilosa de um Inquérito Policial Militar (IPM). A investigação foi oficialmente publicada em portaria interna da corporação e ocorre sob acompanhamento direto do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A abertura do inquérito foi determinada pelo comando da PMDF após requisição da 3ª Promotoria de Justiça Militar do MPDFT. O objetivo é apurar denúncias envolvendo um major, identificado como Diego dos Santos, que atua como subchefe de uma seção do Departamento de Controle e Correição (DCC). O oficial é acusado de realizar investidas de cunho sexual contra uma cabo lotada no setor.

Segundo a denúncia formalizada pela militar, os episódios teriam ocorrido de forma contínua entre dezembro de 2023 e julho de 2025, dentro e fora das dependências da corregedoria da PMDF.

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Veja publicação sobre a instauração do inquérito:

Reprodução/DODFprint de DODF

Investida na confraternização

A policial, que trabalhava no setor desde 2023, relatou às autoridades que o comportamento do oficial mudou após confraternização realizada em dezembro daquele ano. Na ocasião, o major teria insistido em acompanhá-la até sua residência e feito comentários considerados impróprios.

De acordo com o depoimento, as investidas continuaram no ambiente de trabalho, com atitudes classificadas pela policial como constrangedoras, desnecessárias e de natureza sexual.

Ainda conforme o relato, a situação teria se agravado quando a cabo iniciou um relacionamento com outro servidor da corporação. A partir desse momento, ela afirma ter sofrido retaliações no ambiente profissional.

Abordagem de risco

Entre os episódios citados, está uma ocorrência operacional em agosto de 2024, na qual o major teria determinado abordagem considerada irregular e de risco. Ao questionar a ação, a policial afirma ter sido acusada de indisciplina.

Fontes do MPDFT ouvidas pela coluna informaram que o caso corre sob sigilo, mas destacaram que a apuração está sendo acompanhada de perto pelos promotores responsáveis. “Caso o Ministério Público entenda que seja necessária a realização de alguma diligência, ela será requerida”, afirmou uma fonte ligada à investigação.

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O Inquérito Policial Militar deverá reunir depoimentos, documentos e outras provas para esclarecer os fatos e determinar eventuais responsabilidades. Se confirmadas as denúncias, o caso pode resultar em sanções administrativas e até responsabilização criminal do oficial envolvido.

Outro lado

A PMDF informa que, ao tomar conhecimento da denúncia, a Corregedoria instaurou imediatamente o devido inquérito policial e requisitou à Diretoria de Pessoal Militar (DPM) a movimentação cautelar de todos os envolvidos, a fim de assegurar a imparcialidade na apuração dos fatos.

A medida está alinhada aos procedimentos adotados em apurações internas, que visam garantir rigor técnico, transparência e respeito aos princípios legais durante a condução dos processos investigativos

A Polícia Militar do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a plena apuração de quaisquer fatos que demandem verificação, adotando todas as providências necessárias para o esclarecimento das circunstâncias apresentadas.

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