emendas parlamentares

Saques em espécie levantam suspeitas em investigação sobre emendas de R$ 7,7 milhões em MT

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O Ministério Público do Estado (MPE) investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo mais de R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares destinadas por um deputado estadual de Mato Grosso. A apuração é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e tem como base relatórios de inteligência financeira.

O inquérito policial foi instaurado em fevereiro de 2026, a partir de solicitação da Procuradoria-Geral de Justiça, após análises de dados que apontaram movimentações consideradas atípicas. Entre os investigados estão um deputado estadual, seu irmão  vereador em Cuiabá , além de um empresário, um assessor parlamentar e dirigentes de entidades que teriam recebido os recursos.

Segundo a investigação, parte das verbas de emendas foi destinada a instituições como o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE). Após os repasses, os órgãos de controle identificaram saques em dinheiro vivo, em valores elevados e realizados em datas próximas à liberação dos recursos.

Entre os exemplos apontados estão retiradas de R$ 250 mil em dezembro de 2025, R$ 350 mil dias depois, e R$ 120 mil em janeiro de 2026. As operações teriam sido feitas por um empresário ligado à movimentação financeira de uma empresa do setor de eventos.

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Relatórios técnicos também indicam que, após os saques, ocorreram encontros entre os investigados, o que levanta suspeitas sobre a circulação de dinheiro em espécie. Para os investigadores, esse tipo de prática pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos, em um possível mecanismo de retorno ilícito, conhecido como “kickback”.

Diante dos indícios, a Justiça autorizou medidas cautelares, como mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados. Os valores bloqueados foram definidos de forma individual, chegando a R$ 720 mil no caso de pessoas jurídicas.

Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, abrangendo o período entre 2021 e março de 2026. O objetivo é rastrear a origem e o destino dos recursos, além de identificar eventuais inconsistências nas movimentações.

A investigação inclui ainda a requisição de novos relatórios ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), considerados fundamentais para aprofundar a apuração sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

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De acordo com o Ministério Público, há indícios da existência de uma estrutura organizada que utilizaria entidades para receber verbas públicas e, posteriormente, promover sua circulação em espécie, dificultando o controle e a transparência.

O caso segue sob sigilo, com prazo inicial de 120 dias para conclusão das diligências, podendo ser prorrogado devido à complexidade das investigações.

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