Ibaneis lidera rejeição no DF e cenário de 2026 expõe desafios para aliados do MDB

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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A primeira rodada da pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política sobre as eleições de 2026 no Distrito Federal revelou um dado que pode influenciar diretamente a estratégia dos principais grupos políticos locais: o ex-governador Ibaneis Rocha aparece como o nome com maior índice de rejeição entre os pré-candidatos avaliados. 

Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados afirmaram conhecer Ibaneis. Dentro desse universo, 54,6% declararam que não votariam nele em nenhuma hipótese. O resultado representa um obstáculo para os planos do emedebista, que é apontado como potencial candidato ao Senado em 2026. 

Outro nome do MDB que enfrenta dificuldades é o deputado federal Rafael Prudente. Conhecido por 29,8% dos entrevistados, ele registra rejeição de 52,6% entre aqueles que afirmam conhecê-lo. Embora dispute a reeleição à Câmara dos Deputados, seu nome também é citado em articulações para a sucessão ao Palácio do Buriti. 

O senador Izalci Lucas aparece na terceira posição do ranking de rejeição, com 49,8%. Já o ex-senador José Antônio Reguffe, ausente das disputas eleitorais nos últimos anos, registra índice de rejeição de 42,5% entre os eleitores que o conhecem. 

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Menor rejeição fortalece candidaturas ao Senado 

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, a pesquisa mostra um cenário mais favorável para a senadora Leila do Vôlei. Ela apresenta o menor índice de rejeição entre os nomes avaliados, com 28,8%, além de registrar elevada disposição de voto entre os entrevistados que afirmam conhecê-la. 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também aparece em posição confortável. Com rejeição de 33,1%, ela figura entre os nomes mais competitivos para a corrida ao Senado e mantém um elevado percentual de eleitores dispostos a apoiá-la. 

Celina mantém vantagem na corrida ao Buriti 

No cenário para o Governo do Distrito Federal, a governadora Celina Leão lidera as intenções de voto com 27,8%. Embora tenha construído sua trajetória política ao lado de Ibaneis Rocha, a atual chefe do Executivo apresenta rejeição significativamente menor, de 35,7%. 

O ex-governador José Roberto Arruda surge na segunda colocação. Conhecido por mais de 70% dos eleitores, Arruda reúne 23,8% das intenções de voto e registra rejeição de 37,5%, números que o mantêm competitivo na disputa pelo Buriti. 

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Rejeição pode ser fator decisivo 

Especialistas costumam apontar que índices elevados de rejeição representam um dos principais desafios em campanhas eleitorais, especialmente em disputas majoritárias. Enquanto as intenções de voto podem variar ao longo da campanha, a rejeição tende a indicar o limite de crescimento de cada candidatura. 

No cenário atual, os dados sugerem que a disputa de 2026 no Distrito Federal será marcada não apenas pela capacidade dos candidatos de conquistar novos eleitores, mas também pelo desafio de reduzir resistências já consolidadas junto ao eleitorado. 

A pesquisa Correio/OPINIÃO foi realizada presencialmente entre os dias 11 e 15 de junho de 2026 em diversas regiões administrativas do Distrito Federal e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-08746/2026.

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