O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Paranoá teve as atividades interrompidas após uma interdição realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. A medida ocorreu depois que fiscais identificaram problemas estruturais e sanitários na unidade, responsável pelo atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Após a divulgação da interdição, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) informou que o fechamento da unidade ocorreu para a realização de serviços de manutenção predial e negou que a suspensão do atendimento tenha sido motivada exclusivamente pela ação da Vigilância Sanitária. Segundo a pasta, os usuários estão sendo orientados e atendidos em unidades próximas durante o período de obras.
De acordo com relatos de servidores e denúncias apresentadas por entidades representativas, o prédio apresentava problemas como infiltrações, mofo, deterioração da estrutura e outras condições consideradas inadequadas para o atendimento ao público e para o trabalho dos profissionais. A situação teria motivado a fiscalização sanitária e a consequente interdição.
A Vigilância Sanitária tem competência para interditar estabelecimentos públicos e privados quando identifica riscos à saúde da população ou dos trabalhadores, exigindo a correção das irregularidades antes da retomada das atividades.
O caso também reacendeu críticas sobre as condições da rede socioassistencial do Distrito Federal. Parlamentares e representantes de movimentos sociais afirmam que a precarização da infraestrutura dos equipamentos públicos compromete o acesso da população aos serviços essenciais, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social.
Até o momento, o Governo do Distrito Federal não informou uma data para a conclusão das obras e para a reabertura do CRAS do Paranoá. Enquanto isso, os atendimentos seguem sendo redirecionados para outras unidades da assistência social.ras






















