eleições 2026

Escândalos do passado recolocam antigos caciques nos bastidores da eleição em Mato Grosso, diz A Gazeta

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A corrida pelo Governo de Mato Grosso em 2026 começa a ganhar contornos que vão além do embate entre os candidatos. Reportagem publicada pelo jornal A Gazeta mostra que dois personagens marcados por escândalos de grande repercussão nacional voltaram a ocupar espaço estratégico nos bastidores da disputa eleitoral.

Segundo a publicação, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) convidou o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, para integrar o núcleo estratégico de sua campanha. Já o senador Wellington Fagundes (PL) escolheu o ex-deputado federal Pedro Henry para coordenar a articulação política de sua campanha na região Oeste do Estado.

Conforme destacou A Gazeta, os dois tiveram carreiras políticas influentes em Mato Grosso, mas acabaram deixando a vida pública após serem envolvidos em escândalos de corrupção que ganharam repercussão nacional.

Pagot foi um dos principais auxiliares do então governador Blairo Maggi, ocupando secretarias estratégicas antes de assumir a direção-geral do DNIT, em 2007. Em 2011, durante a crise no Ministério dos Transportes no governo Dilma Rousseff, deixou o cargo após denúncias envolvendo supostas irregularidades em contratos de obras públicas. À época, ele negou participação em ilícitos, afirmou que o órgão era permanentemente fiscalizado pelos órgãos de controle e sustentou que eventuais irregularidades eram investigadas pela própria administração.

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Pedro Henry, por sua vez, foi um dos principais líderes do antigo PP em Mato Grosso e exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal. Sua trajetória política foi interrompida após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão. Condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, renunciou ao mandato em 2013 para iniciar o cumprimento da pena e, desde então, passou a atuar na medicina, mantendo-se distante das disputas eleitorais.

A reportagem ressalta que, embora não disputem cargos eletivos, ambos retornam em funções consideradas estratégicas numa eleição apontada como uma das mais acirradas da história recente de Mato Grosso e que pode, pela primeira vez desde a redemocratização, ser decidida em segundo turno.

Outro aspecto destacado é que Pagot e Henry fizeram parte, durante anos, do mesmo grupo político liderado por Blairo Maggi. Agora, porém, aparecem em campanhas adversárias: Pagot ao lado de Pivetta e Henry na equipe de Wellington Fagundes.

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Outro lado

Em declaração reproduzida por A Gazeta, Pedro Henry afirmou que não possui filiação partidária desde que deixou a vida pública e que sua participação na campanha ocorre por amizade com Wellington Fagundes.

“Sou amigo desde a juventude de Wellington Fagundes e dentro das possibilidades vou ajudá-lo”, afirmou.

Wellington Fagundes declarou que sua campanha está aberta à participação de diferentes lideranças políticas. Já Luiz Antônio Pagot confirmou que participa da coordenação de apoio à estruturação da campanha de Otaviano Pivetta.

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