Ação judicial contra Gerson Claro, presidente da Assembleia Legislativa, está em sua fase final após quase oito anos de tramitação. Ele é acusado de corrupção, peculato e organização criminosa, junto com ex-diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e empresários. A juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, determinou que os réus apresentem suas alegações finais em um prazo de cinco dias. O Grupo Especial de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco) solicita a condenação do grupo por diversos crimes, incluindo corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, dispensa de licitação e organização criminosa, além de uma indenização de R$ 50 milhões.
Essa ação é resultado da Operação Antivírus, que investigou o desvio de R$ 7,4 milhões no Detran em agosto de 2017. Na época, Gerson Claro e os diretores do Detran – Donizete Aparecido da Silva, Gerson Tomi e Celso Bras de Oliveira Santos – foram presos e exonerados pelo governador Reinaldo Azambuja. Além deles, outros réus incluem sócios da Pirâmide Informática, um ex-assessor da Secretaria Estadual de Governo, um ex-diretor do Tribunal de Contas e um ex-vereador, entre outros.
De acordo com a denúncia do Gaeco, Gerson Claro, que era o diretor-presidente do Detran, cancelou um contrato com o Consórcio REG-DOC para contratar a Pirâmide Informática, sem licitação e em caráter de urgência, por R$ 7,4 milhões em um período de 180 dias. A empresa não possuía a estrutura ou experiência necessária para realizar o serviço, que poderia ser feito por funcionários do próprio órgão estadual por apenas R$ 100 mil. O valor de R$ 7,4 milhões foi destinado a apenas seis meses de trabalho. Posteriormente, a Pirâmide também conseguiu um contrato, sem licitação, com o Tribunal de Contas do Estado.






















