Após população, vereadora e deputados denunciarem: MPMS abre inquérito sobre ambulâncias alugadas ante frota de 12 novas paradas

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O Pauta Diária noticiou várias denúncias do caso ‘ambulâncias’, como a 15 dias, em que “Vereadora denuncia gestão Adriane Lopes com seis novos ‘Samus’ parados ante família pagando caro por ambulância em Campo Grande”.  Agora, nesta sexta-feira (10), após população, vereadora e deputado denunciarem a imprensa, em redes sociais e buscarem o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), foi anunciado que um IC (Inquérito Civil) vai averiguar um desperdício de recursos públicos e má gestão na Saúde Municipal ante fato de ambulâncias serem alugadas pela gestão de Adriane ante frota nova parada.

O Inquérito é pelo MPMS, por meio da 76ª Promotoria de Justiça de Saúde de CG, que investigará continuidade de aluguel de ambulâncias pela Prefeitura, após recebimento do Governo Federal, de 12 viaturas novas, doadas pelo Ministério da Saúde. Conforme o MP, este IC foi motivado por -representações formais de dois deputados federais (Geraldo Resende-PSDB e Camila Jara-PT) e do Conselho Municipal de Saúde, além de reportagens (veja links abaixo), que denunciaram a inatividade dos 12 veículos novos.

Segundo descrito no processo, o inquérito tem como base a entrega de seis ambulâncias, em dezembro de 2024, e outras seis, em abril de 2025, todas emplacadas, asseguradas e prontas para uso. Vistoria técnica realizada em setembro constatou que seis viaturas permaneceram paradas na base do Samu, enquanto cinco ambulâncias alugadas continuavam em operação.

“O contrato de locação com a empresa envolvida, firmado em julho de 2024, tem custo mensal de R$ 14.295,25 por unidade — totalizando mais de R$ 70 mil mensais —, mesmo diante da vigência de decretos municipais de contenção de despesas”, pondera a 76ª promotoria.

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Sem equipes¿ mas aluga mais veículos

A Prefeitura alegou falta de equipes para ativar as novas viaturas, mas a promotoria destacou que as mesmas equipes que operam os veículos alugados poderiam ser alocadas nas ambulâncias doadas, ‘evidenciando’ uma escolha da administração de Adriane Lopes, que optou por ‘gastar’ com aluguel a terceiros. E quem seriam estes beneficiados.

“Embora a Prefeitura tenha alegado falta de equipes para ativar as novas viaturas, o MPMS identificou que as mesmas equipes que operam os veículos alugados poderiam ser alocadas nas ambulâncias doadas, evidenciando uma escolha administrativa que priorizou a manutenção do contrato de locação (aluguel). Essa decisão contraria os princípios da economicidade e da eficiência na gestão pública, além de representar risco de deterioração dos veículos novos, que permanecem inativos há meses”, aponta o MP.

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O MPE citou o caso, como noticiamos em 25 de setembro, em que uma família precisou custear locomoção de paciente, pagando caro, enquanto ambulâncias novas permaneciam estacionadas. Além disso, ressaltou que a inatividade prolongada dos veículos pode comprometer sua integridade e durabilidade, agravando o desperdício de recursos públicos.

“O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma situação em que uma família precisou custear a transferência de paciente, enquanto ambulâncias novas permaneciam estacionadas. A 76ª Promotoria de Justiça também apontou que a inatividade prolongada dos veículos pode comprometer sua integridade e durabilidade, agravando o desperdício de recursos públicos. Assim o IC busca esclarecer os motivos da prorrogação do contrato de locação e verificar a real situação da frota”, concluiu o MP.

Oficializando

A promotoria ressaltou que encaminhou ofícios à Prefeitura, à Câmara Municipal e aos parlamentares, cobrando esclarecimentos sobre a persistência do caso ‘das alugadas’ e a não uso das viaturas doadas ao Samu, pelo governo Lula.

“Foram expedidos ofícios à Prefeitura, à Câmara Municipal e aos parlamentares, que apresentaram representação, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre a persistência do uso das ambulâncias alugadas e a não incorporação das viaturas doadas ao serviço de urgência e emergência da Capital”, pontua o MP.

“Com essa atuação, o MPMS mostra seu papel fiscalizador e seu compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e a garantia da qualidade dos serviços essenciais de saúde à população Campo-grandense”, finaliza o MPMS.

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