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“Arma custa menos que iPhone 17”, diz Abilio ao defender mulheres armadas

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu o direito de mulheres, especialmente aquelas em situação de violência, terem acesso a armas de fogo. A declaração foi feita na sexta-feira (24), durante apresentação do Plano Diretor na Câmara Municipal, e provocou repercussão no meio político local.

Ao comentar o tema, o prefeito afirmou que qualquer cidadão pode buscar o direito ao porte ou à posse de arma, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação, como cursos de capacitação, avaliação psicológica e critérios técnicos. Segundo ele, o acesso legal ao armamento não deve ser visto como algo restritivo.

Durante a fala, Brunini também chamou atenção ao comparar o custo de uma arma com produtos de alto valor no mercado. “Uma arma hoje custa menos que um iPhone 17”, afirmou, ao argumentar que o preço não seria um obstáculo significativo para quem deseja adquirir o equipamento.

A declaração ocorreu após questionamento envolvendo o posicionamento da vice-prefeita, Coronel Vânia (MDB), que tem criticado a forma como o armamento vem sendo apresentado como alternativa de proteção para mulheres, especialmente em conteúdos nas redes sociais. Brunini afirmou respeitar a opinião da vice, mas destacou que o tema envolve diferentes visões.

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“Ela é uma pessoa que anda armada e não quer que as pessoas andem armadas. Mas é o direito dela se manifestar”, disse o prefeito.

O debate também inclui manifestações da vereadora Samantha Íris (PL) e do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que defendem a possibilidade de mulheres vítimas de violência, sobretudo aquelas com medida protetiva, buscarem acesso ao armamento dentro dos parâmetros legais.

Ao rebater críticas sobre a ampliação do acesso às armas, Brunini argumentou que criminosos conseguem armamento com facilidade e relacionou esse cenário aos índices de violência. “Na mão do ladrão e do feminicida, a arma chega rapidamente”, declarou.

O prefeito também associou o debate ao aumento dos casos de violência contra mulheres em Mato Grosso, mencionando a atuação de organizações criminosas. Segundo ele, parte dos episódios de agressão está ligada à dinâmica de facções.

“Se nós estamos aí reclamando que o Estado de Mato Grosso está com altos índices de feminicídio, muitas das vezes é a forma com que isso acontece”, afirmou.

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Brunini ainda citou situações em que mulheres são punidas por grupos criminosos, como forma de controle social imposto por facções. Apesar das declarações, o prefeito reconheceu não ter conhecimento detalhado sobre propostas específicas relacionadas ao acesso facilitado a armas para mulheres com medida protetiva, ressaltando que a viabilidade depende de análise jurídica.

O tema segue gerando discussões entre autoridades e especialistas, especialmente sobre os impactos do armamento civil como estratégia de proteção em casos de violência doméstica.

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