Com o fim das convenções partidárias, na quarta-feira (5), o cenário das eleições de 2026 no Distrito Federal começa a tomar forma. As principais legendas definiram candidatos ao Governo do DF e ao Senado, além de consolidarem alianças que devem disputar o eleitorado brasiliense.
No campo da oposição, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, ampliou a aliança com PDT e Federação PSol-Rede. Leandro Grass (PT) foi confirmado como candidato ao Buriti, com Dora Gomes (PV) na vice.
Para o Senado, o grupo terá Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT), que busca a reeleição. A frente defende o fortalecimento dos serviços públicos e a redução das desigualdades.
Na base governista, a governadora Celina Leão (PP) foi oficializada candidata à reeleição pela Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. O ex-secretário da Casa Civil Gustavo Rocha (Republicanos) será o vice.
Celina também terá o apoio de MDB e PL. O partido, porém, concentrará sua estratégia na disputa pelo Senado, com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis como candidatas às duas vagas.
Terceira via amplia opções
Além dos dois principais blocos, outras candidaturas devem dividir o eleitorado. O PSD lançou o ex-governador José Roberto Arruda ao Buriti. A vaga de vice ainda está em negociação.
O PSB confirmou Ricardo Cappelli como candidato ao governo, após não conseguir construir uma candidatura única com outras forças de esquerda. A legenda tem adotado um discurso crítico à gestão da saúde, ao transporte público e à condução do BRB.
O PSTU também terá candidatura própria, com Professor Robson Raymundo ao Buriti, Ricardo Guillen como vice e Eduardo Zanata na disputa pelo Senado.
A diversidade de candidaturas deve tornar a eleição mais fragmentada e pode influenciar diretamente a disputa por uma vaga no segundo turno. No Senado, a presença de nomes de diferentes campos políticos também promete uma corrida competitiva pelas duas cadeiras disponíveis.
Campanha começa em 16 de agosto
Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha oficial começa no dia 16, quando os candidatos poderão realizar comícios, participar de debates e apresentar suas propostas.
Até o início da campanha, ainda podem ocorrer mudanças nas chapas e nas alianças, especialmente na composição das candidaturas a vice.
Com a disputa oficialmente encaminhada, o eleitor do Distrito Federal terá pela frente uma eleição marcada por uma forte polarização entre governo e oposição, mas também por candidaturas que buscam ocupar o espaço de uma terceira via.





















