Operação Agro-Fantasma

Ex-deputado Sérgio Assis é preso suspeito de usar influência política em golpe de R$ 58 milhões

publicidade

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta quarta-feira (4), o ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Sérgio Assis, durante a deflagração da Operação Agro-Fantasma. Ele é investigado por supostamente utilizar influência política e poder econômico para aplicar golpes milionários contra produtores rurais.

De acordo com o delegado Ricardo Sarto, Assis se valia da imagem pública e da trajetória política para transmitir credibilidade às vítimas.

“Ele se utilizava da sua figura política e do seu poder econômico como meio de garantidor. Estamos investigando ele e mais dois por associação criminosa, além de outras pessoas que ainda serão identificadas”, afirmou o delegado.

A operação apura fraudes estruturadas na compra de grãos na região oeste de Mato Grosso. Mandados judiciais também foram cumpridos em Campo Grande (MS).

Esquema em compra de grãos

As investigações apontam que uma empresa agropecuária, apresentada ao mercado com aparência de solidez financeira, operava um esquema de fraudes na aquisição de grãos.

Segundo a polícia, o grupo convencia produtores rurais a autorizarem o uso do nome de suas propriedades para realizar compras a prazo. Os grãos adquiridos eram revendidos à vista para indústrias, gerando lucro imediato aos investigados.

Leia Também:  Idas e vindas de Claudinho para a prisão pode impactar eleições de 2026

Nos primeiros meses, os pagamentos eram realizados regularmente, como forma de consolidar a confiança das vítimas. Posteriormente, no entanto, os suspeitos deixavam de quitar os débitos, transferindo o prejuízo aos produtores.

Em um dos casos apurados, a inadimplência ultrapassa R$ 58 milhões.

Histórico político e judicial

Sérgio Assis foi deputado estadual pelo PSB entre 2003 e 2006, período em que chegou a presidir o partido. Em 2006, concorreu como vice-governador na chapa de Delcídio do Amaral. Também foi suplente de deputado federal em 2010 e voltou a disputar vaga na Assembleia Legislativa em 2014, mas não se elegeu.

Em 2015, Assis foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por exploração sexual de adolescente, após ser flagrado em encontro com uma menor de idade. Em 2018, porém, a condenação foi revertida. Os desembargadores entenderam que ele foi atraído pela adolescente por meio de conversa em rede social e que não tinha conhecimento de que a jovem era explorada sexualmente por terceiros.

Leia Também:  MPMS investiga atual prefeito no interior de MS por nomear padrinho ex-prefeito a continuar na gestão com ‘poderes’ de titular

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance total dos prejuízos causados pelo esquema.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide