Greve na UnDF: Manifestantes fecham avenida e pressionam GDF por saída da reitora e outros impasses

Manifestação de alunos e professores fechou a W3 Norte, em Brasília

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Na tarde desta sexta-feira (24/04/2026), um grupo de aproximadamente 40 professores e estudantes da Universidade do Distrito Federal (UnDF) bloqueou a W3 Norte, uma das principais avenidas de Brasília. O ato, realizado na altura da quadra 502 Norte, impactou significativamente o trânsito da região por cerca de 20 minutos, forçando motoristas a aguardarem a desmobilização do movimento. A manifestação é um desdobramento da greve que já completa um mês, iniciada em 20 de março, motivada por impasses entre a comunidade acadêmica e o Governo do Distrito Federal (GDF). 

As reivindicações e o bloqueio A principal demanda do protesto foi a exoneração da reitora pro tempore da instituição, além de críticas à transferência de cursos para uma unidade alugada em Ceilândia. Segundo o presidente da Seção Sindical dos Docentes (SindUnDF), Louis Blanchet, a gestão atual tem se mostrado ineficaz em dialogar e atender aos anseios de alunos e professores. Durante o ato, manifestantes destacaram que a mudança de campus pode gerar evasão escolar, prejudicando estudantes que residem na parte norte do DF e que agora enfrentam dificuldades de deslocamento. 

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A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a situação, mas, ao chegar no local, a via já havia sido liberada pelos manifestantes. Os militares permaneceram na área para garantir que não houvesse novas obstruções no tráfego. 

Impasse com o GDF De acordo com os líderes do movimento, houve uma reunião recente com a governadora em exercício, Celina Leão, na qual teria sido prometida a substituição da reitoria e a reestruturação da carreira docente. No entanto, a governadora indicou posteriormente que o governo ainda realiza análises técnicas e embasadas na legislação antes de tomar uma decisão definitiva, o que é visto pela categoria como um adiamento desnecessário. 

Além da questão administrativa, a estrutura física da universidade é alvo de fortes críticas. Barbara Cristina, líder do Diretório Central dos Estudantes (DCE), afirmou que o prédio alugado em Ceilândia, apesar de possuir um contrato milionário, não oferece as condições adequadas para receber a comunidade acadêmica. 

Cenário de incerteza A continuidade da greve coloca em risco o calendário acadêmico e a própria consolidação da UnDF como uma instituição de ensino superior público no Distrito Federal. Os professores e estudantes planejam intensificar as ações, incluindo um ato simbólico em frente à sede do governo e a convocação de uma nova assembleia para decidir os próximos passos da mobilização. Enquanto não há uma efetivação concreta das promessas do GDF, a universidade permanece em um estado de incerteza que afeta diretamente a formação dos novos profissionais da região. 

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