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MS Bate 39º Feminicídio em 2025 e escancara falhas do Governo Riedel no combate à violência contra a mulher

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Menos de 24 horas após Campo Grande tomar as ruas no ato “Levante Mulheres Vivas”, uma nova tragédia voltou a expor a ferida aberta do feminicídio em Mato Grosso do Sul. Ângela Naiara Guimarães Gurgel, empresária de 54 anos, foi assassinada com um golpe de canivete na barriga pelo próprio companheiro, Leonir Gurgel, na manhã desta segunda-feira (08), no bairro Taveirópolis. O crime marca o 39º feminicídio registrado somente em 2025 no estado — um número estarrecedor que coloca o MS no centro de uma crise de segurança pública que o governo Eduardo Riedel insiste em não enfrentar com a urgência que a realidade exige.

Enquanto a população marcha pedindo proteção, políticas sérias e responsabilização das instituições, a violência continua avançando sem freio. O contraste entre a mobilização social e a omissão institucional revela um Estado que falha sistematicamente em proteger mulheres, apesar dos alertas, dos dados, das mortes e da dor repetida que se acumula mês após mês.

Um Estado Líder em Tragédias  e Não em Soluções

A linha do tempo dos feminicídios em 2025 é brutal: mulheres assassinadas a tiros, facadas, queimadas, estranguladas, espancadas, carbonizadas, muitas vezes na frente dos filhos, em casa, no trabalho, na zona urbana e rural. As idades variam de bebês a idosas de mais de 80 anos. Os autores incluem companheiros, ex-parceiros, filhos e até irmãos. É a radiografia completa de uma rede de proteção desmontada.

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Mesmo assim, o governo de Mato Grosso do Sul, comandado por Eduardo Riedel, mantém discursos genéricos e ações tímidas, muito aquém do necessário para conter a escalada da violência de gênero no estado.

Onde Está o Estado Quando Elas Precisam?

A cada feminicídio, repete-se um padrão trágico: mulheres que tentam denunciar, que buscam ajuda, que pedem proteção, mas encontram portas fechadas, demora, estrutura insuficiente ou ausência total de amparo.

Enquanto isso:

  • Delegacias especializadas continuam com limitações severas de equipe e funcionamento.

  • Casas-abrigo têm vagas insuficientes e estrutura instável.

  • Patrulhas de proteção e monitoramento de agressores funcionam de maneira restrita.

  • Políticas de prevenção e educação seguem fragmentadas ou praticamente inexistentes.

Um estado que naturaliza 39 feminicídios em menos de um ano é um estado que falhou. E que continua falhando.

Riedel Promete, Mas Não Entrega

O governo reforça discursos de combate à violência contra a mulher, mas as estatísticas mostram outra realidade. Programas são anunciados, mas não se traduzem em impacto real. A sensação de segurança feminina é praticamente nula, e as famílias continuam vivendo sob risco constante.

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O que se vê é falta de investimento consistente, falta de prevenção, falta de fiscalização, falta de prioridade política  e, sobretudo, falta de compromisso com a urgência que o tema exige.

Uma Conta Que o Governo Não Pode Continuar Ignorando

Com 39 mulheres mortas até o início de dezembro — quase uma por semana  Mato Grosso do Sul expõe sua incapacidade de proteger suas cidadãs mais vulneráveis. A falha não é pontual; é estrutural. E a responsabilidade por políticas públicas eficazes é, sim, do governo estadual.

Os números não mentem. As famílias não esquecem. E a sociedade não pode continuar pagando com vidas a negligência do poder público.

Enquanto o governo não agir com firmeza, recursos e estratégia consistente, o feminicídio continuará sendo a página diária de um estado que deveria, mas não consegue, garantir o básico: o direito de viver.

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