Porto Velho entra no ranking das capitais mais violentas do Brasil, aponta Atlas da Violência 2026

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Capital de Rondônia aparece na 4ª posição entre as cidades com maiores taxas de violência, com índice de 47,6 ocorrências por 100 mil habitantes

Porto Velho aparece em uma posição preocupante no cenário nacional da violência. Dados do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), colocam a capital de Rondônia entre as dez capitais brasileiras com os maiores índices de violência.

Segundo os números divulgados, Porto Velho ocupa a 4ª colocação no ranking, com uma taxa de 47,6 ocorrências por 100 mil habitantes. O resultado coloca a capital rondoniense à frente de cidades historicamente associadas a elevados índices de criminalidade.

O ranking é liderado por Salvador, com taxa de 66,4, seguida por Macapá, com 55,8, e Manaus, com 55,7. Na sequência aparece Porto Velho.

Porto Velho supera capitais conhecidas pela violência

A posição da capital de Rondônia chama atenção principalmente quando comparada a grandes centros urbanos do país.

No levantamento citado, o Rio de Janeiro aparece na 19ª posição, com taxa de 21,3 por 100 mil habitantes — menos da metade do índice atribuído a Porto Velho.

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A diferença evidencia a dimensão do problema enfrentado pela capital rondoniense e coloca a segurança pública no centro do debate sobre políticas de prevenção e combate à criminalidade.

Ranking das capitais com maiores índices

Entre as capitais destacadas pelo levantamento estão:

  1. Salvador – 66,4
  2. Macapá – 55,8
  3. Manaus – 55,7
  4. Porto Velho – 47,6

O Atlas utiliza indicadores proporcionais à população, permitindo comparar cidades de diferentes tamanhos.

Cenário nacional

Apesar do alerta provocado pelos números de Porto Velho, o levantamento mostra que o Brasil apresentou redução da violência letal ao longo da última década.

O Atlas da Violência 2026 aponta que foram registrados oficialmente 42.590 homicídios em 2024, correspondendo a uma taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. A pesquisa também identificou 7.083 homicídios ocultos, casos em que a causa da morte não foi corretamente determinada nos registros oficiais.

Considerando os homicídios oficialmente registrados e os chamados homicídios ocultos, o estudo estima 49.673 assassinatos no país em 2024.

Rondônia apresenta redução em outros indicadores

Embora Porto Velho esteja entre as capitais com índices mais elevados, dados estaduais do mesmo Atlas apontam avanços em alguns indicadores de Rondônia.

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Entre 2014 e 2024, a taxa de homicídios no estado caiu 13,9%. Entre jovens de 15 a 29 anos, a redução chegou a 12,9% no período. Também houve queda nos registros de feminicídio.

Os números mostram, portanto, um cenário contraditório: enquanto Rondônia apresenta melhora em determinados indicadores ao longo dos anos, Porto Velho continua enfrentando índices elevados de violência quando comparada a outras capitais brasileiras.

Alerta para o poder público

O resultado reforça a necessidade de políticas permanentes de segurança pública na capital. O enfrentamento da criminalidade não depende apenas do aumento do policiamento, mas também de ações de inteligência, prevenção, iluminação e urbanização, além de políticas voltadas à juventude, educação, assistência social e recuperação de áreas vulneráveis.

Mais do que uma posição em um ranking nacional, o índice representa um alerta para as autoridades e para a população de Porto Velho. A redução efetiva da violência exige ações coordenadas e de longo prazo para que a capital deixe de figurar entre as cidades brasileiras com os indicadores mais preocupantes.

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