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Pré-candidato ao governo defende “caçada” a faccionados e descarta pagamento de RGA retroativa a servidores

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O empresário Rafael Milas (Missão), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, adotou um discurso de endurecimento no combate ao crime organizado e rejeitou a possibilidade de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) retroativa reivindicada pelos servidores estaduais. As declarações foram dadas durante entrevista ao jornal Gazeta Digital e à TV Vila Real.

Ao tratar da segurança pública, Milas afirmou que pretende priorizar a valorização das forças policiais, especialmente da Polícia Penal, defendendo maior integração da categoria com os demais órgãos de segurança. Segundo ele, policiais penais poderiam desempenhar papel estratégico na produção de inteligência para o enfrentamento das facções criminosas dentro e fora dos presídios.

O pré-candidato também chamou atenção pelo tom adotado em relação ao combate ao crime organizado. Ao comentar o avanço das facções em Mato Grosso, declarou que o Estado precisa transmitir uma mensagem clara aos criminosos.

“Faccionado, você tem duas opções: ou sai do Estado ou será morto”, afirmou durante a entrevista, defendendo uma postura mais rígida do governo estadual e das forças de segurança.

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Outro tema abordado foi a cobrança dos servidores públicos pelo pagamento das perdas salariais acumuladas durante o período da pandemia. Milas afirmou que, caso seja eleito governador, não pretende quitar os valores retroativos referentes à RGA.

Segundo ele, os recursos necessários para atender à reivindicação — estimados em bilhões de reais — deveriam ser direcionados para investimentos em infraestrutura, educação, logística e segurança pública.

“Não pagaria RGA retroativo coisa alguma para servidor por época de pandemia”, declarou, argumentando que a prioridade deve ser a aplicação dos recursos em obras e serviços para a população.

Na área econômica, o empresário criticou o que considera concentração de riqueza e benefícios fiscais destinados a grupos específicos. Embora tenha reafirmado apoio ao agronegócio, defendeu a ampliação da industrialização e da agregação de valor à produção estadual.

Milas também criticou a política de incentivos fiscais adotada pelos governos anteriores, afirmando que os benefícios não podem ficar restritos aos chamados “amigos do rei”. Para ele, Mato Grosso tem potencial para se tornar o estado mais rico do país, desde que invista em logística, energia e verticalização da produção.

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Durante a entrevista, o pré-candidato ainda afirmou que a riqueza produzida pelo estado está concentrada nas mãos de poucos grupos econômicos e defendeu políticas que ampliem as oportunidades para a população sem, segundo ele, recorrer a discursos ideológicos.

As declarações reforçam o perfil de campanha que Milas pretende adotar na disputa pelo Palácio Paiaguás, combinando discurso de enfrentamento ao crime organizado, críticas à máquina pública e defesa de uma agenda voltada ao crescimento econômico e à industrialização de Mato Grosso.

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