'exonerações fakes'

Prefeito é alvo de investigação por ‘exonerações fakes’ e indenizações antecipadas

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Somente em 2025 foram gastos R$ 713.991,72 com as ‘exonerações fakes’

O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PSDB), conhecido como Maycol Doido, está novamente na mira do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O novo procedimento vai investigar a exoneração e recontratação em massa de servidores comissionados.

A ação preparatória, que antecipa inquéritos civis, teve origem de denúncia do vereador Andrew Robalinho (MDB). Ele relata à promotoria que em Diário Oficial, nos dias 16 e 20 de maio deste ano, foram feitas movimentações suspeitas no quadro funcional.

Jornal Midiamax fez análise das decisões. Conforme observado, dos 243 servidores exonerados, todos foram readmitidos ao serviço público na data posterior. Houve alguns ajustes de posição hierárquica.

Para o parlamentar que denunciou a situação, trata-se de ‘exonerações fakes’ com o intuito de antecipar indenizações trabalhistas aos apadrinhados de Maycol.

De acordo Andrew, Maycol determinou exonerações coletivas seguidas de readmissões em pelo menos três episódios anteriores aos de maio: em 30 de dezembro de 2021 (Diário Oficial nº 3001), em 28 de abril de 2023 (edição nº 3329) e em 3 de maio de 2024 (edição nº 3581).

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“O que se percebe é que o Prefeito Municipal de Paranaíba, Sr. Maycol Henrique Queiroz Andrade – ‘Maico Doido’ –, vem realizando repetidamente essas exonerações apenas com o objetivo de fazer com que servidores comissionados recebam, em curto espaço de tempo, verbas rescisórias. Verbas que, na verdade, não deveriam receber neste momento, pois os servidores foram, quase que na totalidade, novamente nomeados”, destaca a denúncia do parlamentar.

Ao MPMS, Maycol afirmou que as exonerações e recontratações ocorreram dentro da legalidade e que as indenizações trabalhistas obrigatórias foram apenas antecipadas, “inexistindo ônus adicional ou indevido à Administração”.

Conforme o levantamento apresentado ao processo, somente em 2025 foram gastos R$ 713.991,72 com as ‘exonerações fakes’. O vereador informou ao MPMS que o valor foi obtido pelo Portal da Transparência, após ter requerimento rejeitado na Casa de Leis para cobrar do prefeito a prestação oficial dos dados.

Dessa forma, foi instaurado o procedimento preparatório para investigar eventuais irregularidades nas movimentações, obrigando Maycol a apresentar relatório detalhado com todas as despesas registradas nas exonerações e recontratações, no prazo máximo de 10 dias.

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JORNAL MIDIAMAX

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