A governadora do Distrito Federal e pré-candidata à reeleição, Celina Leão, voltou ao centro de uma polêmica envolvendo liberdade de imprensa após sucessivas ações judiciais movidas na Justiça Eleitoral contra conteúdos jornalísticos considerados críticos à sua gestão e atuação política.
Segundo publicação do portal Diário de Ceilândia, a estratégia adotada pelo Partido Progressistas (PP), legenda da governadora, consiste em questionar judicialmente reportagens e artigos jornalísticos sob o argumento de que configurariam propaganda eleitoral antecipada ou irregular. A crítica apresentada pelo veículo é que as ações não contestam a veracidade dos fatos divulgados, mas tentam atribuir caráter eleitoral a conteúdos produzidos no exercício da atividade jornalística.
De acordo com o portal, a controvérsia gira em torno da distinção entre jornalismo e propaganda eleitoral. Enquanto a propaganda tem como finalidade explícita a obtenção de votos e a promoção de candidaturas, a atividade jornalística se baseia na apuração de fatos de interesse público, fiscalização do poder e divulgação de informações à sociedade.
A publicação sustenta que a judicialização de reportagens críticas pode gerar efeitos que ultrapassam os processos individuais, criando um ambiente de insegurança para jornalistas e veículos de comunicação. Na avaliação apresentada pelo Diário de Ceilândia, a possibilidade de enquadramento de reportagens como propaganda eleitoral irregular poderia resultar em restrições indiretas à cobertura jornalística durante o período pré-eleitoral.
O tema também ganhou repercussão em decisões recentes da Justiça Eleitoral do Distrito Federal envolvendo ações propostas pelo Progressistas. Em um dos casos, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) extinguiu processo por questões relacionadas à legitimidade processual da legenda após a formação da Federação União Progressista.
A defesa dos jornalistas citados nas ações tem sido conduzida pelo advogado Marco Vicenzo, mencionado pelo portal como responsável por contestar as teses apresentadas nos processos eleitorais. O debate ocorre em meio à intensificação das disputas políticas visando as eleições de 2026 no Distrito Federal.
Até o momento, a governadora Celina Leão e o Partido Progressistas sustentam que as medidas judiciais têm como objetivo combater desinformação e conteúdos considerados irregulares pela legislação eleitoral. Em decisões recentes, o TRE-DF também determinou a remoção de publicações que apontavam, sem respaldo judicial reconhecido pela Corte, uma suposta inelegibilidade da governadora.























