Liderança Manchada

Responsável por ocupação do Incra tem a ficha suja por incitar invasões e já foi preso por associação criminosa

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Vanildo Elias de Oliveira, 51, com apelido ou codinome “Douglas”, que seria afiliado ao Psol, é o líder do MSTB (Movimento Sem-Terra do Brasil) em Mato Grosso do Sul. Sob seu comando, cerca de 250 integrantes da organização ocuparam a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Campo Grande na terça-feira, 13, e até quinta-feira (15) não haviam saído. A ação foi justificada como um ato para sensibilizar as autoridades sobre a necessidade de acelerar a reforma agrária no Estado.

Sem uso da violência e sem abusos, o movimento estaria dentro de um processo que a democracia assimila. Entretanto, esta e outras mobilizações do MSTB com a presença de Vanildo estão contaminadas pelo vírus do oportunismo e comprometidas pela ficha pessoal nada exemplar de seu líder. A imprensa e o Poder Judiciário são fontes incontestáveis que registraram e guardam fatos ddesta verdade.

Uma rápida consulta ao Jusbrasil já informa a quem procura que o Sr Vanildo Elias de Oliveira tem na sua conta judicial pelo mens 43 processos. Não é um indicador recomendável para quem lidera ações políticas extremas, que precisam ter um mínimo reconhecimento de credibilidade. Não é o caso. Vanildo tem outros capítulos negativos em seu histórico de antecedentes.

Ele foi preso e recolhido à Penitenciária Estadual de Dourados em setembro de 2017, acusado de várias violações à lei: crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético, dano qualificado, desobediência, incêndio, incitação ao crime, formação de quadrilha. teria também insuflado o incêndio em uma fazenda invadida, às margens da BR-463. Foi solto em 2018, ao ser contemplado com liberdade provisória, sem pagamento de fiança, mas com a obrigação de comparecer a audiências e não sair do Estado sem a prévia autorização da Justiça.

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A denúncia de ter sido o instigador do incêndio na propriedade rural tem relatos  oficiais de Justiça foram até à fazenda para fazer a desocupação das mãos de militantes do MSTB que a tinham invadido. A incitação de Van ildo foi atendida e o fogo se alastrou por cerca de 300 hectares, causando graves prejuízos, de aproximadamente R$ 2 milhões, a proprietários rurais da área.

AVANÇOS E RETROCESSOS – O governo federal, por meio do Incra, vem desenvolvendo uma série de ações em busca da paz no campo, dialogando com ruralistas e sem–terra e gerando avanços históricos. O Incra, em Mato Grosso do Sul, é um dos protagonbistas deste processo, como aconteceu em 2024. Naquele ano, com a intermediação do Supremo Tribunal Federal, o governo Lula celebrou um acordo histórico entre os indígenas Guarani Kaiowá e os produtores rurais, devolvendo aos povos originários a Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Antônio João.

Os fazendeiros foram indenizados com o pagamento de R$ 144,8 milhões, dos quais R$ 27,8 milhões correspondem à indenização pelas benfeitorias, conforme avaliação realizada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em 2005, com atualização pela inflação e pela taxa Selic. Enquanto avanços históricos desta grandeza vêm reduzindo as tensões no campo, uma liderança sem credencial toma os pés pelas mãos e induz os sem-terra a intervenções equivocadas e contraditórias, que só desqualificam e enfraquecem o legítimo e tradicional movimentopela reforma agrária. A aposta errada no avanço está gerando retrocesso na ação dos trabalhadores.

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Nota de Esclarecimento PSOL/MS

O PSOL/MS reafirma publicamente seu compromisso histórico com a luta pela terra, a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar, bandeiras construídas ao lado dos verdadeiros movimentos sociais do campo.

Diante dos fatos recentes, esclarecemos que o indivíduo que se apresenta como liderança do chamado movimento MSTB, utilizando o codinome “Douglas”, cujo nome verdadeiro é Vanildo, não é filiado ao PSOL e não possui qualquer vínculo com este partido. A ocupação do INCRA/MS conduzida por esse indivíduo é um ato isolado, de caráter pessoal e irresponsável, que não representa, em nenhuma hipótese, a posição ou a prática política do PSOL.

O PSOL/MS não compactua com ações oportunistas, práticas de cooptação ou com falsas lideranças que exploram a necessidade e a esperança de famílias trabalhadoras, transformando a luta pela terra em instrumento de benefício próprio. Nosso apoio é direcionado exclusivamente aos movimentos sociais sérios, organizados e comprometidos com a luta coletiva, democrática e popular.

Rechaçamos qualquer tentativa de vincular o PSOL a práticas que distorcem a luta popular e prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras que verdadeiramente necessitam de acesso à terra, moradia e dignidade.

Diretório Estadual do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/MS

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