Comunidade acadêmica critica falta de diálogo e questiona contrato de R$ 110 milhões
Estudantes e professores da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) cobram a suspensão da transferência de cursos do Campus Norte para um prédio alugado do IESB, em Ceilândia. A medida, tomada sem consulta prévia à comunidade acadêmica, envolve um contrato estimado em mais de R$ 110 milhões por cinco anos.
A decisão gerou forte reação. Em assembleia recente, alunos e docentes discutiram mobilizações e até a possibilidade de greve. Levantamento do Diretório Central Acadêmico (DCA), com 454 respostas, aponta que 69% consideram a mudança negativa e mais de 200 estudantes afirmam que podem trancar o curso.
O principal motivo é o aumento no tempo de deslocamento. Alunos relatam que a mudança pode tornar inviável a permanência na universidade, especialmente para quem trabalha ou depende de auxílio financeiro.
O sindicato dos professores também critica a medida, destacando a rapidez do processo e a realização do contrato com dispensa de licitação. A entidade alerta que o custo do aluguel pode comprometer recursos destinados a bolsas, projetos e políticas de permanência estudantil.
Estudantes e docentes ainda apontam falta de instâncias democráticas na universidade e ausência de diálogo com a reitoria. O movimento defende a expansão da UnDF, mas com investimento em campus próprio, e não em estrutura alugada.
Em nota, a UnDF afirma que a mudança faz parte de um planejamento técnico e da política de expansão para Ceilândia, região mais populosa do DF. Segundo a instituição, a medida pode ampliar o acesso ao ensino superior e reduzir a evasão ao aproximar a universidade de parte significativa dos estudantes.






















