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Após pedir medida protetiva contra Sandro Benites, servidora é exonerada por Papy

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Vicente Neto, o Papy, decidiu exonerar do cargo uma mulher apontada como suposta vítima do secretário municipal Sandro Trindade Benites, alvo de uma medida protetiva após denúncia de violência psicológica em contexto de relação doméstica. A decisão, tomada logo após o registro da ocorrência, provocou indignação e levantou questionamentos sobre a postura da direção da Casa diante de um caso grave, especialmente às vésperas do Dia Internacional da Mulher.

O boletim de ocorrência e o pedido de medida protetiva foram registrados no sábado (7). A determinação judicial foi concedida em regime de plantão pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, que estabeleceu uma série de restrições ao secretário municipal. Entre elas, a proibição de se aproximar da mulher e de seus familiares, além de qualquer forma de contato com a suposta vítima.

Segundo informações obtidas pelo site Pauta Diária, a mulher ocupava um cargo comissionado na Câmara Municipal de Campo Grande e foi exonerada pouco depois de a denúncia vir à tona. A sequência dos acontecimentos levanta suspeitas e críticas sobre a condução do caso dentro do Legislativo municipal.

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A exoneração da suposta vítima, em vez de qualquer sinal público de apoio ou apuração institucional, é vista por observadores como um gesto que pode transmitir a mensagem de punição a quem denuncia. Em um momento em que o país debate intensamente o combate à violência contra a mulher, a atitude da presidência da Câmara é interpretada como, no mínimo, insensível e politicamente equivocada.

O silêncio de Papy diante do episódio também tem chamado atenção. Até o momento, o presidente da Casa não apresentou qualquer explicação pública sobre a exoneração nem sobre as providências que a Câmara pretende adotar diante das graves acusações envolvendo um integrante do primeiro escalão do poder municipal.

A ausência de posicionamento institucional aprofunda a crise e reforça a percepção de falta de transparência na condução do caso. Em vez de esclarecimentos, a Câmara oferece silêncio um contraste preocupante diante da gravidade das denúncias e do impacto político e social do episódio.

Enquanto isso, cresce a pressão para que a presidência do Legislativo explique os critérios que levaram à exoneração da servidora justamente no momento em que ela figura como vítima em um caso de violência psicológica. Para críticos, a situação expõe uma contradição difícil de ignorar: quando a denúncia envolve figuras de poder, a resposta institucional parece ser o afastamento de quem denuncia, e não a cobrança de explicações de quem é acusado.

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A permanência do silêncio por parte da presidência da Câmara apenas amplia a sensação de que mais um escândalo político tenta ser tratado nos bastidores, longe do escrutínio público. Em tempos de cobrança por responsabilidade e transparência, a postura da Casa de Leis de Campo Grande deixa uma pergunta incômoda no ar: quem, afinal, está sendo protegido?

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