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Acusações de nepotismo colocam Ana Portela no centro de polêmica

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A vereadora Ana Portela (PL), de Campo Grande, voltou ao centro do debate político após críticas de lideranças do PT, que a acusam de praticar nepotismo ao empregar familiares em seu gabinete na Câmara Municipal. As contratações, segundo dados do Portal da Transparência, envolvem o cunhado, a concunhada e um primo, com salários que variam entre R$ 10,3 mil e R$ 13,1 mil.

A polêmica ganhou força depois que a parlamentar classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “bandido” durante discussões relacionadas à concessão do título de “Visitante Ilustre” ao chefe do Executivo federal. A declaração provocou reação imediata de lideranças petistas, que passaram a questionar a coerência da vereadora.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, o ex-candidato a prefeito Luso Queiroz e o ex-candidato ao Senado Tiago Botelho ironizaram o lema “Deus, pátria e família”, frequentemente associado ao campo político da parlamentar. Segundo eles, a expressão teria sido levada “ao pé da letra” com a nomeação de parentes para cargos comissionados.

De acordo com as informações divulgadas, o cunhado Tiago Angelino da Silva Souto ocupa a chefia de gabinete com salário bruto superior a R$ 12,8 mil. A concunhada Márcia Cruz da Silva foi nomeada assessora parlamentar, com subsídio acima de R$ 13 mil, enquanto o primo Pedro Fernandes Pereira Mendes também atua como assessor, com remuneração superior a R$ 10 mil.

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Críticos afirmam que as nomeações levantam questionamentos sobre critérios técnicos e meritocráticos para ocupação dos cargos. “Transformar o gabinete em extensão familiar gera dúvidas legítimas sobre a impessoalidade e a eficiência da administração pública”, avaliaram opositores da vereadora.

Além das contratações, adversários políticos também mencionam a trajetória política familiar de Ana Portela, filha do ex-presidente regional do PL, Tenente Portela. Durante a campanha eleitoral de 2024, a vereadora recebeu repasse significativo da executiva nacional do partido, fato que, à época, teria causado desconforto interno entre integrantes da legenda.

Especialistas em direito administrativo apontam que a prática de nepotismo, quando caracterizada, pode configurar violação aos princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade. A legislação prevê, entre as possíveis sanções, a nulidade da nomeação, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e aplicação de multa civil.

Até o momento, a vereadora não se manifestou publicamente sobre as críticas. O silêncio tem sido interpretado por adversários como falta de esclarecimento diante das acusações, enquanto aliados afirmam que as nomeações estariam dentro da legalidade, por se tratarem de cargos de confiança.

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O episódio amplia o embate político local e reacende o debate sobre ética na administração pública, especialmente em relação ao uso de cargos comissionados. Para críticos, a situação exige maior transparência e justificativas técnicas. Para apoiadores, as acusações têm motivação política.

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